O que é o Ocrevus e como funciona?
O Ocrevus, cujo princípio ativo é o ocrelizumabe, é um medicamento inovador classificado como anticorpo monoclonal. Ele é indicado para o tratamento da esclerose múltipla, uma doença crônica que afeta o sistema nervoso central. Sua ação principal consiste em modular a resposta imunológica, especificamente diminuindo a atividade de certos linfócitos (células de defesa) que contribuem para as lesões características da esclerose múltipla. Ao reduzir a inflamação e o ataque à bainha de mielina, o Ocrevus ajuda a proteger o sistema nervoso central e a retardar a progressão da doença.
Para quem o Ocrevus é indicado?
O uso do Ocrevus é direcionado para adultos diagnosticados com esclerose múltipla nas formas recorrente (com surtos e períodos de melhora) e primária progressiva (onde os sintomas pioram gradualmente). Em crianças e adolescentes a partir de 12 anos, com peso mínimo de 40 kg, o medicamento é aprovado apenas para a forma recorrente-remitente da doença.
Como o tratamento com Ocrevus é administrado?
A administração do Ocrevus ocorre em ambiente hospitalar ou em clínicas especializadas, sempre sob supervisão médica. Existem duas formas de aplicação: intravenosa (na veia) e subcutânea (sob a pele). A forma intravenosa, com a apresentação de 300 mg/10 mL, é diluída em soro fisiológico e infundida lentamente na veia, com duração entre 2 e 3 horas. A forma subcutânea, com 920 mg/23 mL, é injetada sob a pele, geralmente no abdômen, em uma aplicação rápida de cerca de 10 minutos. Em ambos os casos, o paciente permanece em observação por aproximadamente 1 hora após a aplicação para monitoramento de possíveis reações.
Efeitos colaterais e cuidados importantes
Os efeitos colaterais mais comuns do Ocrevus estão relacionados a infecções, como resfriados e sinusite, e reações durante ou após a infusão, que podem incluir febre, vermelhidão, coceira, dor de cabeça, mal-estar e queda da pressão arterial. Outros efeitos podem ser tosse, dor nas extremidades e sintomas de herpes. Efeitos graves, embora raros, incluem infecções severas, reativação do vírus da hepatite B, leucoencefalopatia multifocal progressiva (uma infecção cerebral rara) e reações alérgicas graves (anafilaxia). É crucial buscar atendimento médico imediato em caso de febre alta, sinais de infecção, sangramentos, alterações visuais, dificuldade de fala ou locomoção, fraqueza em um lado do corpo ou sinais de anafilaxia. Mulheres em idade fértil devem usar métodos contraceptivos eficazes durante e após o tratamento. Pessoas com hipersensibilidade ao ocrelizumabe ou a qualquer componente da fórmula, e aquelas com infecções ativas, não devem utilizar o medicamento.
Fonte: www.tuasaude.com
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