Greve à Vista? Funcionários do Museu V&A Ameaçam Paralisação por Rotina “Estilo Amazon” e Salários Baixos

Votação expressiva por greve no V&A

Funcionários do Victoria and Albert Museum (V&A), em Londres, deram um passo significativo em direção a uma possível greve. Em uma votação organizada pelo sindicato Prospect, 88% dos sindicalizados na unidade V&A East Storehouse apoiaram uma paralisação, com 92% também aprovando outras formas de mobilização prévia. Considerando as quatro unidades do museu na capital britânica, o apoio à greve foi de 83%, com alta participação de 82% dos membros do sindicato.

Reivindicações salariais e condições de trabalho no centro do conflito

Além das condições de trabalho, que os funcionários descrevem como uma rotina “estilo Amazon”, os salários estão no epicentro da disputa. O sindicato Prospect exige um reajuste mínimo de 4% para os salários acima do considerado digno, pagamento de hora e meia para quem trabalha em feriados e a certificação do museu como empregador do “London Living Wage” – o salário digno calculado para a cidade.

Outro sindicato, o Public and Commercial Services Union (PCS), também está realizando uma votação sobre a possibilidade de greve, que se estende até 20 de agosto. O PCS alega que a administração do V&A se recusou a negociar propostas salariais mais vantajosas, chegando a argumentar que aumentos salariais para alguns funcionários só seriam possíveis com a redução dos salários de outros.

Ondas de calor agravam as queixas dos trabalhadores

As recentes ondas de calor no Reino Unido intensificaram as reclamações. O PCS relatou que, no V&A East Storehouse, trabalhadores são impedidos de levar garrafas de água para certas áreas por questões de preservação das coleções. Na unidade de South Kensington, assistentes de galeria teriam sido designados para trabalhar nos jardins em dias de calor extremo, levando um funcionário a relatar desidratação e desmaios. O sindicato defende o fechamento dos museus a partir de 30°C e a implementação de protocolos de proteção.

Museu rebate acusações e afirma estar em negociação

Em resposta, o V&A contestou as alegações, afirmando que mantém negociações com os representantes dos trabalhadores desde fevereiro. A instituição apresentou uma proposta salarial que inclui um aumento de 3,6% da folha de pagamento, reajuste acima da inflação para todos e um aumento de 6,9% para os funcionários com menores salários. O museu garante que todos os trabalhadores têm acesso a banheiros, água potável e pausas regulares.

Sobre o V&A East Storehouse, a administração informou a existência de bebedouros em todos os andares, mas reitera a proibição de alimentos e bebidas em áreas de armazenamento de obras para preservação. O museu também detalhou medidas adotadas durante a onda de calor, como pausas extras, revezamento de equipes e o fechamento temporário de algumas galerias e do Young V&A.

Fonte: www.seudinheiro.com

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