Ativistas da PETA causam tumulto na Semana de Moda de Nova York: relembre outras polêmicas do grupo contra o uso de peles e couro

A Semana de Moda de Nova York foi palco de mais um protesto da PETA (People for the Ethical Treatment of Animals) nesta quinta-feira (13), quando ativistas invadiram a passarela durante o desfile da grife GCDS. O grupo, que protestava contra o uso de peles de animais na moda, entrou em confronto físico com seguranças, gerando um clima de tensão e interrupção no evento. Este episódio reacende o debate sobre as táticas da organização e seu histórico de ações controversas contra a indústria fashion.

PETA: De pele a couro, a evolução das campanhas

Por décadas, a PETA concentrou seus esforços em combater o uso de peles de animais na moda. Uma das ações mais icônicas ocorreu em 1991, durante um desfile de Oscar de la Renta, onde uma ativista protestou nua com a faixa “Preferimos ficar nuas a usar pele”. A imagem ganhou destaque e, 30 anos depois, a grife anunciou o fim do uso de peles. Outros desfiles de marcas como Victoria’s Secret, Burberry, Christian Lacroix e Alexander McQueen também foram alvos de protestos, com ativistas interrompendo apresentações e empunhando cartazes contra o uso de materiais de origem animal.

Anna Wintour na mira: Torta de tofu e pressão editorial

A editora-chefe da Vogue americana, Anna Wintour, também já foi alvo das campanhas da PETA. Em 1993, ativistas ocuparam seu escritório para protestar contra a promoção de peles na revista. Em 2005, Wintour foi atingida por uma torta de tofu ao sair de um desfile da Chloé durante a Paris Fashion Week. Mais recentemente, em 2025, a organização voltou a pressionar a Vogue para que a publicação evitasse a exibição de peles de animais em seu conteúdo.

O couro como o novo alvo: ‘Coach: Leather Kills’

Nos últimos anos, a PETA expandiu seu foco para o couro, declarando-o como “a nova pelagem”. Em 2023, durante a Semana de Moda de Nova York, uma ativista com o corpo pintado invadiu a passarela da Coach com a mensagem “Coach: Leather Kills”. A organização também interrompeu desfiles da Burberry, Gucci e Hermès, exigindo o fim do uso de peles exóticas. Protestos contra o uso de angorá e cashmere também ocorreram em desfiles da Michael Kors.

A eficácia da estratégia da PETA

Embora seja difícil atribuir decisões da indústria exclusivamente à pressão da PETA, a organização coleciona vitórias significativas. Marcas como Coach e Oscar de la Renta deixaram de usar peles após anos de campanhas. Em 2025, a Semana de Moda de Nova York passou a proibir o uso de pele de animais reais em seu calendário oficial. Agora, a PETA busca estender essa discussão para materiais como couro e lã, que permanecem profundamente enraizados na indústria da moda.

Fonte: www.seudinheiro.com

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

seis + onze =