Ação da Cosan (CSAN3) despenca 5% após Fitch rebaixar rating com perspectiva negativa; S&P também revisa outlook

Rebaixamento da Fitch e Perspectiva Negativa Impactam CSAN3

As ações da Cosan (CSAN3) registraram uma queda expressiva de 5% no pregão após a agência de classificação de risco Fitch rebaixar a nota da empresa e adotar uma perspectiva negativa. A decisão da Fitch reflete preocupações com a saúde financeira da companhia, especialmente em relação à sua subsidiária Raízen.

Fitch Sinaliza Desalavancagem como Ponto Crítico

A Fitch destacou que, embora a Cosan não enfrente vencimentos de dívida relevantes até 2028, garantindo um fôlego no curto prazo, essa margem pode ser comprometida caso o processo de desalavancagem não avance como esperado. No cenário base da agência, o fluxo de caixa livre da Cosan deve permanecer neutro a levemente positivo, impulsionado principalmente pelos dividendos esperados de Compass e Rumo, estimados em cerca de R$ 2,3 bilhões anuais. É importante notar que essa projeção não inclui dividendos da própria holding nem qualquer suporte financeiro adicional à Raízen.

S&P Já Havia Ajustado Perspectiva da Cosan

Este não é o primeiro movimento de agências de risco em relação à Cosan neste mês. No dia 12, a S&P Global também revisou a perspectiva da empresa, alterando-a de estável para negativa. Apesar de manter o rating em “BB”, a S&P justificou a mudança pelos efeitos adversos da potencial reestruturação da dívida da Raízen, que inclui sua joint venture com a Shell.

Raízen Sob Pressão das Agências de Risco

A situação da Raízen é ainda mais delicada. A subsidiária da Cosan já sofreu uma série de rebaixamentos por parte de outras agências de risco importantes, como S&P, Fitch e Moody’s, tendo perdido o grau de investimento. Essa fragilidade na Raízen é um dos principais fatores que pesam sobre a avaliação da Cosan.

Fonte: www.seudinheiro.com

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