Axia (AXIA3) tem lucro líquido dobrado no 4T25, mas ação cai no Ibovespa: o que o mercado não gostou?

Lucro Líquido Atinge R$ 14 Bilhões, Mas Ebitda Fica Abaixo do Esperado

A Axia (AXIA3) divulgou resultados expressivos referentes ao quarto trimestre de 2025, com lucro líquido ajustado dobrado e um montante reportado próximo a R$ 14 bilhões. No entanto, o desempenho da ação na B3 não acompanhou a euforia, registrando quedas. A XP Investimentos aponta que o recuo no volume de energia vendida, 13% abaixo do projetado, e receitas de transmissão menores impactaram o Ebitda ajustado, que ficou 11% aquém das estimativas da corretora.

Créditos Fiscais e Gestão de Portfólio: Pontos de Atenção

O expressivo lucro líquido foi significativamente influenciado pelo reconhecimento de R$ 12,3 bilhões em créditos fiscais, com potencial de conversão em caixa futuro. O BTG Pactual avalia que esse reconhecimento é favorável, aumentando os lucros acumulados e podendo sustentar dividendos mais elevados. Contudo, a XP ressalta que, mesmo com a queda no volume, o preço médio de geração de energia veio 5% acima do esperado pelo segundo trimestre consecutivo, indicando uma boa gestão de portfólio e a captura de melhores preços, ainda que com menor quantidade comercializada.

Reação do Mercado: Descolamento do Consenso?

Apesar das nuances nos resultados operacionais, as corretoras XP e BTG Pactual indicam que não há elementos estruturais que justifiquem revisões drásticas nas estimativas para a Axia. A reação do mercado pode estar mais ligada a um descolamento com o consenso das projeções do que a uma deterioração efetiva do negócio. O BTG Pactual, inclusive, sugere que, com ajustes em provisões, o Ebitda poderia ter superado suas projeções, destacando um trimestre sólido e vitórias em diversas frentes estratégicas da companhia.

Recomendações Positivas Persistem

Diante do cenário apresentado, analistas do UBS BB, BTG Pactual e XP mantêm recomendação de compra para as ações da Axia. A visão predominante é de que a empresa consolidou um ciclo de transformação estratégica, com melhorias na diretoria, comercialização, venda de ativos, governança e gestão de balanço, preparando-a para futuras execuções. A expectativa é que os créditos fiscais e a gestão de portfólio continuem a ser fatores positivos para a companhia no médio e longo prazo.

Fonte: www.seudinheiro.com

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