MRV (MRVE3) visa zerar “problema Resia” e foca em “melhor MRV da história” com margens e retorno a acionistas em alta
Desinvestimento da Resia como prioridade
A MRV (MRVE3) está determinada a deixar para trás os desafios enfrentados pela sua subsidiária americana, a Resia, buscando encerrar o que o CEO chama de “problema Resia” para se concentrar em um futuro promissor. A estratégia atual envolve a venda de ativos da companhia no exterior, com uma meta ambiciosa de US$ 800 milhões. Deste montante, US$ 167 milhões já foram concretizados em 2025, restando ainda cinco projetos prontos e diversos terrenos avaliados em US$ 633 milhões.
O CFO da MRV, Ricardo Paixão, explicou que a Resia opera em “modo desalavancagem”, mas ressaltou que a empresa não pretende acelerar as vendas a qualquer custo. O objetivo é equilibrar a velocidade do desendividamento com a preservação de valor, evitando “deixar dinheiro na mesa”. A companhia considera o prazo para a venda dos ativos até o final de 2026 confortável, sem a necessidade de liquidações forçadas.
Ajustes operacionais e otimismo cauteloso com a Resia
A subsidiária americana passou por um significativo ajuste operacional, com redução de estrutura e foco na venda de terrenos. O estoque de terrenos da Resia diminuiu cerca de 35% entre dezembro de 2024 e o final de 2025, e quase 70% do total restante já está destinado à venda. Apesar das dificuldades impostas pelo cenário macroeconômico nos EUA, a gestão da MRV mantém o otimismo quanto ao potencial da Resia, percebendo sinais de melhora no ambiente de negócios.
Paixão destacou que a atual conjuntura, com juros altos e excesso de oferta, pode criar um cenário de baixa concorrência para projetos entregues em cerca de dois anos. No entanto, a decisão de desinvestir foi mantida, embora a MRV avalie que, como empresa independente, a Resia poderia esperar por melhores condições de mercado.
Rumo à “melhor MRV da história” no Brasil
Fora do escopo da Resia, o grande objetivo da MRV para os próximos anos é alcançar a “melhor MRV da história”. A estratégia se concentra em melhorar as margens de lucro, simplificar a estrutura financeira e aumentar o retorno aos acionistas. Esses esforços já se refletem nos resultados, com a margem bruta da divisão MRV saltando de 22,7% em 2023 para 30,4% no final de 2025, graças a ajustes na execução de obras, padronização de projetos e maior disciplina em lançamentos e aquisição de terrenos.
A companhia também tem conseguido elevar os preços de venda de imóveis acima da inflação e tem ampliado o uso da permuta na aquisição de terrenos, reduzindo a necessidade de capital próprio e o volume de recursos imobilizados. O ambiente favorável para a habitação popular, impulsionado por ajustes no programa Minha Casa Minha Vida e por subsídios regionais, também contribui para a estratégia da MRV.
Projetos renovados e cenário positivo para a construção
Após superar desafios de custos e atrasos decorrentes da pandemia, a MRV concluiu a maior parte de seus projetos antigos e os substituiu por empreendimentos com preços mais ajustados. Essa nova geração de projetos já sustenta a melhora nas margens e nos resultados da empresa. A MRV mantém um portfólio robusto de projetos licenciados, o que garante flexibilidade para escolher o momento ideal para lançar novos empreendimentos e capitalizar sobre as oportunidades do mercado imobiliário.
Fonte: www.seudinheiro.com
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