Petrobras, Prio e Brava: Entenda quem Ganha e Quem Perde com a Nova Política de Combustíveis de Lula

Petrobras se Beneficia, Enquanto Independentes Sofrem Pressão

O governo federal anunciou novas medidas para mitigar o impacto do petróleo caro nos preços dos combustíveis, uma estratégia que promete beneficiar a Petrobras (PETR4), mas que gera preocupações para empresas independentes como Prio (PRIO3) e Brava (BRAV3). As ações destas últimas já sentiram o baque no mercado, com quedas expressivas em poucos dias.

Detalhes da Medida e Impacto Financeiro

As novas diretrizes incluem um aumento de 12% nos tributos sobre a exportação de petróleo bruto, que antes era isenta. Paralelamente, o governo busca compensar o subsídio ao diesel. Para a Petrobras, essa combinação tende a ser positiva, com projeções indicando que a estatal pode operar favoravelmente mesmo com o barril de petróleo Brent a cerca de US$ 150. Em contrapartida, Prio e Brava podem ter uma redução de até 15% em seu Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), segundo estimativas do Bradesco BBI, considerando um cenário de Brent a US$ 80 por barril e a vigência da medida por dez meses.

Incerteza Regulatória e o Mercado

O Bradesco BBI alerta que a decisão do governo reacende o debate sobre a previsibilidade regulatória no setor, um ponto sensível para investidores, especialmente após judicializações de medidas semelhantes em 2023. Essa incerteza pode pressionar os valuations das empresas no longo prazo, afetando principalmente as companhias independentes. O mercado já reagiu negativamente, com quedas nas ações da Prio e Brava.

Distribuidoras de Petróleo: Um Cenário Mais Favorável

No segmento de distribuição, a perspectiva é mais otimista. Apesar de possíveis perdas iniciais com estoques, o desconto entre os preços domésticos e a paridade de importação permanece alto, o que favorece as distribuidoras com forte vínculo com o suprimento da Petrobras. A exigência de regularidade fiscal para acesso ao subsídio também tende a beneficiar as companhias de maior porte e com governança consolidada, segundo o banco.

Fonte: www.seudinheiro.com

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