Grupo Mateus (GMAT3) despenca 17% na bolsa: Lucro líquido sobe 2,2%, mas vendas nas mesmas lojas caem e analistas divididos sobre o futuro

Grupo Mateus (GMAT3) despenca 17% na bolsa: Lucro líquido sobe 2,2%, mas vendas nas mesmas lojas caem e analistas divididos sobre o futuro

As ações do Grupo Mateus (GMAT3) sofreram uma forte desvalorização na bolsa de valores, registrando uma queda de quase 17% em um único dia. O movimento ocorreu após a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025, que apresentaram um cenário misto para a varejista.

Lucro Líquido Cresce, Mas Vendas Apresentam Sinal de Alerta

No período entre outubro e dezembro de 2025, o Grupo Mateus reportou um lucro líquido atribuível aos controladores de R$ 324,3 milhões, um crescimento de 2,2% em relação ao mesmo intervalo de 2024. A receita líquida avançou 20,9%, alcançando R$ 10,55 bilhões, e a geração de caixa somou R$ 379,1 milhões. No entanto, um indicador preocupante foi a performance das vendas nas mesmas lojas, que saíram de crescimento no ano anterior para uma queda de 1,1% no quarto trimestre de 2025, uma deterioração de 7 pontos percentuais.

Margem Bruta e Outros Indicadores Financeiros

A margem bruta atingiu 22,6%, com um avanço de 0,7 p.p em relação a 2024, porém ficou 0,10 p.p abaixo das estimativas do Itaú BBA. Em contrapartida, o fluxo de caixa livre (FCF) foi um ponto positivo, com a companhia gerando R$ 525 milhões no trimestre. A dívida líquida chegou a R$ 1 bilhão, com alavancagem de 0,4 vez dívida líquida sobre Ebitda. O capital de giro também apresentou melhora, impulsionado principalmente por fornecedores.

Visão dos Analistas: Compra, Neutra ou Espera?

Apesar da queda expressiva nas ações, as casas de análise apresentam visões divididas sobre o futuro do Grupo Mateus. O Itaú BBA mantém uma recomendação de compra, com preço-alvo em R$ 9, projetando uma alta potencial de 85%. O banco acredita que a companhia é uma opção barata e com exposição a regiões com menor presença de concorrentes nacionais. O BTG Pactual também reitera a recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 9, considerando o potencial de valorização e a exposição geográfica. No entanto, o Safra adota uma postura neutra, aguardando “um sinal mais claro de melhora operacional” antes de rever sua recomendação.

Cenário Macroeconômico e Desafios Futuros

Analistas apontam que o cenário para o setor varejista deve permanecer desafiador no início do ano. A recente alta nos preços do petróleo pode levar a uma inflação de alimentos mais acelerada, pressionando as receitas. A integração com a Novo Atacarejo também deve continuar impactando os resultados no curto prazo. A geração consistente de caixa é vista como uma das principais variáveis a serem monitoradas para sustentar a avaliação da empresa.

Fonte: www.seudinheiro.com

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