Hapvida (HAPV3): Citi mantém cautela e reduz preço-alvo, veja os motivos e o que esperar da ação

Citi corta preço-alvo para Hapvida e mantém recomendação neutra

A Hapvida (HAPV3) tem tentado mostrar uma recuperação após trimestres de resultados abaixo do esperado, mas o banco Citi ainda não se convenceu totalmente. Os analistas da instituição financeira cortaram o preço-alvo das ações da operadora de planos de saúde e dentários de R$ 15 para R$ 11. Apesar disso, o novo valor ainda sugere um potencial de valorização de 14% em relação ao fechamento do mercado na terça-feira (24).

Para o Citi, a falta de clareza sobre os problemas de execução recentes da empresa ainda gera desconfiança entre os investidores. Mesmo com essa cautela, as ações da Hapvida apresentaram uma leve alta de 4,58% na quarta-feira (25), negociadas a R$ 10,04.

Resultados e preocupações financeiras sob análise

No quarto trimestre, a Hapvida registrou um lucro líquido ajustado de R$ 180,6 milhões, uma queda expressiva de 64,9% comparado ao mesmo período do ano anterior. No acumulado de 2025, o lucro líquido ajustado somou R$ 1,234 bilhão, recuando 32,3% em relação a 2024.

Apesar de a teleconferência de resultados ter indicado uma postura mais aberta da empresa em relação à racionalização de ativos e estrutura, e uma tendência de melhora para o primeiro trimestre de 2026, o Citi aponta uma persistente falta de clareza sobre os próximos passos da Hapvida. O banco destaca que, embora o caixa total da empresa (R$ 8,1 bilhões, ou R$ 5,6 bilhões sem restrições) seja considerado sólido para cobrir os vencimentos de dívida entre 2026 e 2027 (cerca de R$ 2,1 bilhões), a trajetória recente das margens e do fluxo de caixa livre (FCFE) ainda levanta preocupações com o balanço patrimonial.

Projeções de curto e médio prazo e recomendação

Com as novas premissas, o Citi estima que o FCFE da Hapvida fique abaixo do ponto de equilíbrio em 2026, o que pode elevar a alavancagem para 1,6 vez (relação dívida líquida/Ebitda) até o final deste ano. O banco também reduziu significativamente suas estimativas de lucro para 2026 e 2027, prevendo um prejuízo de R$ 679 milhões em 2026 e um lucro de R$ 495 milhões em 2027.

Diante desse cenário, o Citi mantém uma recomendação neutra para as ações da Hapvida, classificada como de alto risco. A baixa visibilidade operacional e as expectativas ainda incertas, somadas a um múltiplo de cerca de 7,6 vezes e um FCFE projetado de 7% para 2027, levam o banco a considerar que a avaliação atual não compensa os riscos de curto prazo, classificando a empresa como uma “história de prova” no momento.

Fonte: www.seudinheiro.com

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