Ação da Fictor Alimentos (FICT3) despenca 80% e recebe alerta da B3 por valer menos de R$1

Crise na Fictor Alimentos leva ação a virar “penny stock”

A Fictor Alimentos (FICT3) enfrenta uma grave crise que já resultou na desvalorização de quase 80% de suas ações. A situação se agravou com a comunicação da B3, a operadora da bolsa de valores brasileira, alertando a empresa por negociar seus papéis abaixo de R$1, condição conhecida no mercado como “penny stock”. A companhia está em desacordo com essa regra desde 2 de fevereiro e tem o prazo até 18 de setembro de 2026 para regularizar a situação.

Grupamento de ações como possível solução

Para reverter o cenário, a Fictor Alimentos informou que pretende propor um grupamento de suas ações. Essa medida, que ainda precisa ser aprovada pelo conselho de administração e, posteriormente, pela assembleia de acionistas, visa reduzir o número de papéis em circulação e, consequentemente, elevar o preço unitário das ações. O grupamento é uma prática comum em situações como essa.

Recuperação judicial da controladora impacta Fictor

A crise na Fictor Alimentos foi desencadeada pelo pedido de recuperação judicial de sua controladora, a holding Fictor, no início de fevereiro. Embora inicialmente não estivesse incluída no processo, a Fictor Alimentos acabou aderindo à proteção contra credores pouco tempo depois, seguindo outras empresas do grupo.

Fragilidade do modelo operacional e riscos iminentes

Um dos principais problemas enfrentados pela Fictor Alimentos, segundo informações do balanço do terceiro trimestre de 2025, é a ausência de ativos imobilizados próprios. A empresa opera plantas industriais arrendadas da Mellore Alimentos, que também está em recuperação judicial. Essa dependência de contratos de arrendamento se torna um risco significativo em meio à crise. Caso a Justiça determine a incapacidade da empresa de honrar os pagamentos, os contratos de arrendamento podem ser rescindidos, o que levaria à perda do acesso às plantas, interrupção da produção e, na prática, ao fim das operações comerciais da companhia.

Fonte: www.seudinheiro.com

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