Queda da Selic Longe de Impactar o Bolso do Brasileiro
Apesar do otimismo gerado pelo início do ciclo de queda da taxa Selic, o endividamento das famílias brasileiras atingiu um novo recorde em março, alcançando 80,4% do total. Este número representa um aumento significativo em relação aos 77,1% registrados no mesmo período do ano anterior. Segundo José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, os efeitos da redução dos juros levam tempo para chegar ao consumidor final, indicando que o cenário de endividamento pode persistir em alta por mais alguns meses.
Causas do Endividamento Persistente
O estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) aponta que, além dos juros ainda elevados, as incertezas inflacionárias, impulsionadas por tensões globais, forçam o uso do crédito para cobrir despesas essenciais. O aumento nos preços de combustíveis, como o diesel, impacta diretamente a logística e, consequentemente, os preços dos produtos, corroendo o poder de compra das famílias.
O Que é Considerado Dívida?
A pesquisa da CNC define dívidas como contas a vencer em diversas modalidades, incluindo:
- Cartão de crédito
- Cheque especial
- Carnê de loja
- Crédito consignado
- Empréstimo pessoal
- Cheque pré-datado
- Prestações de carro e casa
Sinais de Alívio? Inadimplência e Comprometimento da Renda
Apesar do recorde no número de famílias endividadas, há sinais de leve melhora em outros indicadores. A proporção de pessoas que se consideram “muito endividadas” caiu de 16,1% em fevereiro para 16% em março. O comprometimento da renda com dívidas também apresentou uma ligeira redução, passando de 29,7% para 29,6%. No entanto, a inadimplência, que mede as dívidas em atraso, permaneceu estável em 29,6%, mas representa uma piora em comparação com março de 2023 (28,6%). A percepção de não ter condições de pagar as dívidas também aumentou ligeiramente em relação ao ano passado.
Renda Mais Alta Sente o Peso?
Surpreendentemente, o aumento no endividamento em março concentrou-se mais nas faixas de renda mais elevadas. Enquanto as famílias de baixa renda mantiveram seus níveis de endividamento (82,9%) e as de classe média baixa apresentaram leve queda (82,6%), as faixas com rendimentos entre cinco e dez salários mínimos viram suas dívidas aumentarem de 78,7% para 79,2%. Famílias com renda superior a dez salários mínimos também registraram alta, de 69,3% para 69,9%. A inadimplência entre o grupo que ganha entre cinco e dez salários mínimos também cresceu, de 21,7% para 22,1%.
Fonte: www.seudinheiro.com
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