Itaú BBA Ajusta Perspectivas para CSN e CSN Mineração
O Itaú BBA revisou para baixo seus preços-alvo para as ações da Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3) e da CSN Mineração (CMIN3). Para a CSN (CSNA3), o novo preço-alvo foi estabelecido em R$ 7,50, uma redução em relação aos R$ 9,50 anteriores. Já para a CSN Mineração (CMIN3), o preço-alvo caiu de R$ 6,50 para R$ 5,50. Apesar dos cortes, o banco manteve a recomendação neutra para ambas as companhias, indicando um potencial de valorização de cerca de 11-12% em relação aos fechamentos do dia 22.
Alavancagem: O Foco Central da Preocupação
Embora o Itaú BBA reconheça uma perspectiva mais positiva para a divisão de aço da CSN, com expectativas de melhora nos preços a partir do terceiro trimestre de 2026, este não é o principal impulsionador da recente decisão. O banco destaca que o que tem pesado mais no sentimento dos investidores são as crescentes preocupações com o nível de alavancagem da empresa. Essa situação gera uma relação risco-retorno considerada pouco atrativa, mesmo com múltiplos de valuation considerados justos em relação ao histórico e a projeções de Ebitda para 2026.
Desafios Operacionais e de Fluxo de Caixa
O Itaú BBA aponta que a geração negativa de fluxo de caixa livre (FCF) é um ponto de atenção. Para a CSN, as projeções indicam um Ebitda estável em R$ 11,7 bilhões em 2026, com melhorias nos segmentos de aço e cimento compensando a queda esperada na mineração. No entanto, a alta alavancagem e a perspectiva de FCF negativo impedem um cenário mais otimista. Já a CSN Mineração, apesar de uma estrutura de capital considerada saudável, deve enfrentar queda real de 18% no Ebitda em 2026, devido a maiores custos de frete e um real mais forte. O alto Capex previsto para o projeto P15 também impacta negativamente a geração de FCF.
Desempenho das Ações e Comparativos de Mercado
As preocupações com a alavancagem têm impactado o desempenho das ações. A CSN Mineração (CMIN3) acumula queda de 7% no ano, enquanto a Vale (VALE3) subiu 20%. O Itaú BBA justifica essa diferença pela maior exposição da CMIN aos custos de frete e menor participação na alta dos metais básicos. No caso da CSN (CSNA3), a queda de 24% no ano é vista mais como reflexo da percepção de maior risco de alavancagem do que de fundamentos operacionais, em contraste com o desempenho positivo de Gerdau (GGBR4) e Usiminas (USIM5).
BB Investimentos Também Sinaliza Alerta
O BB Investimentos também ajustou seu preço-alvo para CSN Mineração (CMIN3) para R$ 5,40, mantendo a recomendação de venda. Apesar de reconhecer a melhora operacional sequencial da empresa, o banco alerta para o consumo de caixa e o aumento da alavancagem, especialmente em função de investimentos planejados de R$ 13,2 bilhões entre 2025 e 2030. A elevada exposição da companhia à modalidade spot de fretes marítimos também é vista como um ponto de atenção, com potencial impacto nas margens operacionais.
Fonte: www.seudinheiro.com
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