Viajar com Pets para a União Europeia: Novas Regras, Custos Elevados e Burocracia Aumentam a Dificuldade para Britânicos

Mudanças Significativas para Tutores de Animais

Viajar com animais de estimação para a União Europeia tornou-se uma tarefa mais árdua e custosa para os cidadãos britânicos. Uma nova regulamentação impede a utilização de passaportes pets emitidos no Reino Unido para a entrada no bloco europeu. Anteriormente, era comum contornar essa exigência obtendo documentos europeus através de veterinários em países como França, Bélgica e Espanha. No entanto, essa brecha foi fechada, e os passaportes pets europeus agora são válidos apenas para residentes principais da UE.

O Novo Processo: Certificado de Saúde Animal

A principal alteração impõe a necessidade do Certificado de Saúde Animal (Animal Health Certificate – AHC) para cada viagem. Diferentemente do passaporte europeu, que permite viagens recorrentes ao longo da vida do animal com vacinas em dia, o AHC exige uma nova emissão para cada deslocamento. Este documento deve ser expedido por um veterinário credenciado até 10 dias antes do embarque e tem validade de até seis meses dentro da UE, desde que o pet não retorne ao Reino Unido nesse período. Ao retornar ao Reino Unido, um novo certificado é mandatório para a próxima entrada na Europa.

Impacto Financeiro e Limites de Animais

O custo é um fator de grande preocupação. O AHC pode variar entre 99 e 350 libras (aproximadamente R$ 664 a R$ 2.346), um valor consideravelmente superior aos passaportes pets europeus, que custavam entre 17 e 85 libras (R$ 114 a R$ 570). Além das despesas, houve mudanças nas regras de transporte. O limite de animais por veículo foi reduzido de cinco por pessoa para um máximo de cinco animais por veículo, independentemente do número de passageiros. Para transportar o pet de outra pessoa, uma autorização escrita do proprietário é agora indispensável.

Procedimentos para Brasileiros e Consequências da Não Conformidade

Para brasileiros, o procedimento já era similar ao que agora é exigido dos britânicos. A jornada começa com a implantação de um microchip, seguida pela vacinação antirrábica com pelo menos 21 dias de antecedência da viagem. Um atestado de saúde emitido por veterinário credenciado e validado pelo Ministério da Agricultura (MAPA) é necessário, geralmente até 10 dias antes do embarque. Em seguida, deve-se solicitar o Certificado Veterinário Internacional (CVI) online, que comprova a conformidade sanitária do animal. A não apresentação da documentação correta pode resultar na proibição de entrada do pet na União Europeia, ou em medidas mais drásticas. O site oficial do governo britânico (GOV.UK) recomenda a consulta detalhada das regras de entrada do destino antes de planejar a viagem.

Fonte: www.seudinheiro.com

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