Novos Indicados para o Conselho da Braskem
A Braskem (BRKM5) apresentou uma nova lista de candidatos para a eleição do conselho de administração, que será definida na Assembleia Geral Ordinária desta quarta-feira (29). As indicações partem dos acionistas Novonor (antiga Odebrecht) e Petrobras (PETR4).
Destaque para a nomeação de Magda Chambriard, atual presidente da Petrobras, para o cargo de presidente do conselho da Braskem. Héctor Nuñez, CEO da Novonor, foi indicado para vice-presidente do conselho.
A chapa completa indicada é composta por:
- Magda Marisa de Regina Chambriard
- Héctor Nuñez
- Olavo Bentes David
- Willian França da Silva
- Fernando Sabbi Melgarejo
- Paulo Roberto Britto Guimarães (candidato Independente)
- Mauricio Dantas Bezerra
- Lucas Cive Barbosa
- José Mauro Mettrau Carneiro da Cunha (candidato Independente)
- Gesner José de Oliveira Filho (candidato Independente)
- Hélio Baptista Novaes
Venda de Controle da Braskem Avança
Recentemente, a Novonor e a NSP Investimentos firmaram um contrato para vender o controle da Braskem ao fundo de investimento Shine I (Shine I FIP), assessorado pela IG4. O acordo envolve a venda de aproximadamente 50,1% das ações ordinárias e 34,3% do capital social total da petroquímica.
O contrato também estipula que o Shine I deverá solicitar o registro de oferta pública à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para adquirir a totalidade das ações em circulação da Braskem.
Petrobras e Novo Acordo de Acionistas
A Petrobras optou por não exercer seus direitos de preferência e tag along na participação da Novonor na Braskem. Em contrapartida, a estatal assinou um novo acordo de acionistas com o fundo Shine I. Este novo pacto estabelece um controle compartilhado da Braskem, exigindo consenso em decisões importantes do conselho e da assembleia de acionistas, além de prever indicações paritárias para o conselho e diretoria executiva.
Desafios Operacionais e Financeiros da Braskem
A Braskem tem enfrentado um cenário global adverso para o setor petroquímico, com margens reduzidas e menor demanda. Internamente, a empresa lida com os desdobramentos do desastre ambiental em Maceió, que geram custos e incertezas jurídicas.
No quarto trimestre de 2025, a companhia registrou um prejuízo de R$ 10,3 bilhões, mais que o dobro do ano anterior, impactando sua liquidez e capacidade financeira. Embora o balanço tenha sido aprovado pela auditoria KPMG, os auditores apontaram uma “incerteza relevante relacionada à continuidade operacional da companhia”.
Fonte: www.seudinheiro.com
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