Ações de Siderúrgicas em Alta: Usiminas e Gerdau Surpreendem em Abril
Abril foi um mês de altos e baixos na B3, com o Ibovespa registrando uma leve queda de 0,08%. No entanto, em meio à volatilidade global, o setor de commodities metálicas, especialmente o aço, apresentou desempenho notável. Duas das principais siderúrgicas brasileiras, Usiminas (USIM5) e Gerdau (GGBR4), figuraram entre as maiores altas do índice, impulsionadas por resultados financeiros robustos e fatores estratégicos.
Usiminas (USIM5): Lucro Dobra e Balanço Supera Expectativas
A Usiminas (USIM5) liderou o ranking de maiores valorizações do Ibovespa em abril, com um avanço de 22,85%. A performance positiva foi fortemente influenciada pela divulgação de seu balanço do primeiro trimestre de 2026, que revelou um lucro líquido mais do que o dobro em comparação com o mesmo período do ano anterior. A melhora operacional da companhia, aliada a um cenário de dólar mais fraco, contribuiu para um resultado acima do esperado pelo mercado, revertendo uma sequência de revisões negativas.
Gerdau (GGBR4) e a Força da Operação Norte-Americana
A Gerdau (GGBR4) também teve um desempenho expressivo, com seus papéis subindo 19,00%, garantindo a terceira maior alta do Ibovespa. O balanço do primeiro trimestre de 2026 da empresa foi considerado forte, com destaque para os resultados de sua operação nos Estados Unidos, um diferencial competitivo importante. A Metalúrgica Gerdau (GOAU4), ligada à Gerdau, também se beneficiou, integrando o top 10 com ganhos de 16,16%.
Tarifas Antidumping e o Cenário Competitivo do Aço
Ambas as siderúrgicas, Usiminas e Gerdau, têm se beneficiado da entrada em vigor de tarifas antidumping pelo governo em fevereiro. Essa medida tem contribuído para mitigar a concorrência do aço chinês no mercado doméstico, criando um ambiente mais favorável para os produtores nacionais.
Hapvida (HAPV3): A Surpresa no Setor de Saúde em Meio a Disputas Societárias
Em um cenário contrastante, a Hapvida (HAPV3) emergiu como a segunda maior alta do Ibovespa em abril, com valorização de 22,67%. A empresa, que vinha enfrentando dificuldades no mercado e em seus negócios, viu suas ações impulsionadas por uma ofensiva compradora dos controladores, a família Pinheiro. A estratégia incluiu o aumento do aluguel de ações, visando reforçar a posição para a eleição do conselho administrativo em 30 de abril. Apesar de a gestora Squadra ter conseguido emplacar três nomes no conselho, prometendo acirrar a disputa societária, a ação da Hapvida acumulou queda de 65% nos últimos 12 meses até então.
MBRF (MBRF3) na Lanterna das Quedas
No lado oposto, a MBRF (MBRF3) registrou a maior queda do Ibovespa em abril, com desvalorização de 19,78%. A subsidiária do fundo soberano da Arábia Saudita vendeu R$ 1,5 bilhão em participação na empresa, e declarações de um conselheiro econômico da Casa Branca sobre investigações de altos preços de carne, citando empresas como a National Beef (marca da Marfrig e subsidiária da MBRF), agravaram a situação.
Fonte: www.seudinheiro.com
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