Petrobras eleva preço do QAV e acende alerta para o setor aéreo
Viajantes que ainda não garantiram suas passagens aéreas podem enfrentar uma surpresa desagradável. A Petrobras anunciou um aumento de 18% no preço médio de venda do querosene de aviação (QAV) para as distribuidoras, elevando o valor em R$ 1 por litro em relação ao mês anterior. O reajuste entra em vigor nesta sexta-feira (1º).
Segundo a estatal, a decisão reflete o cenário de tensões geopolíticas globais, especialmente os conflitos no Oriente Médio, que impulsionaram significativamente as cotações do petróleo. O petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, acumula alta de 75,8% no ano, negociado a US$ 100,89. Já o Brent, parâmetro do mercado internacional e utilizado pela Petrobras, registrou uma valorização de 76,6%, alcançando US$ 107,63.
Estratégia de parcelamento e impacto na demanda
Os ajustes no preço do QAV ocorrem mensalmente, e o setor aéreo já havia experimentado uma alta expressiva em abril, quando o percentual de aumento chegou a 54%. Para mitigar os efeitos do novo reajuste, a Petrobras informou que manterá a estratégia de parcelamento implementada no mês anterior. Essa medida permite que parte do aumento seja dividida em seis vezes, com a primeira parcela prevista para julho de 2026. O objetivo é preservar a demanda pelo combustível e minimizar os impactos sobre o setor aéreo.
Voos mais caros? O cenário nacional e internacional
Dados recentes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) indicam que o preço médio das passagens aéreas subiu 17,8% em março em comparação com o mesmo período do ano anterior, atingindo R$ 707,16. A Anac considera esse aumento dentro da margem típica de variação do setor, apesar do contexto global.
No entanto, a perspectiva internacional é mais preocupante. A Agência Internacional de Energia (AIE) alerta para a possibilidade de escassez de combustível de aviação na Europa nas próximas semanas. Isso pode levar a cortes na oferta de voos e novos reajustes nos preços. Companhias aéreas como a Air Canada já anunciaram a suspensão de voos para o aeroporto JFK, em Nova York, entre junho e outubro, como medida para controlar os custos de combustível.
Adaptações e taxas extras no setor aéreo
Para compensar o aumento dos custos operacionais, diversas companhias aéreas têm adotado medidas como a cobrança de taxas extras, seja pelo despacho de bagagem ou por sobretaxas de combustível embutidas nas passagens. Gigantes do setor, como United, Delta e Air France-KLM, além de empresas na Ásia e Europa, já sinalizaram a redução de rotas e a possibilidade de novos aumentos nas tarifas caso o fornecimento de petróleo continue comprometido.
Fonte: www.seudinheiro.com
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