Tenda (TEND3) mais do que dobra lucro no 1º tri e Alea mostra sinais de melhora; veja os destaques do balanço

Lucro Líquido Dispara 114% Impulsionado pela Marca Tenda

A construtora Tenda (TEND3) apresentou um desempenho robusto no primeiro trimestre de 2026, divulgando um lucro líquido consolidado de R$ 183,4 milhões. Este valor representa um aumento expressivo de 114% em relação ao mesmo período do ano anterior e superou as projeções do mercado, que esperavam R$ 127 milhões. O resultado positivo foi majoritariamente impulsionado pela marca Tenda, que viu seu lucro líquido dobrar, atingindo R$ 216,2 milhões, enquanto a Alea, sua divisão de casas pré-fabricadas, segue em processo de reestruturação.

Crescimento Operacional e Margens em Expansão

O avanço no desempenho da Tenda é atribuído à combinação de fatores operacionais, incluindo o crescimento nas receitas e vendas, além da expansão das margens. A companhia destacou um maior controle de custos e disciplina na execução de seus projetos. O Ebitda ajustado da empresa saltou quase 68% na comparação anual, alcançando R$ 256,7 milhões, superando também as expectativas de mercado, que previam R$ 196 milhões.

Receita Recorde e Geração de Caixa Positiva

A receita líquida da Tenda atingiu um recorde histórico para a empresa, com R$ 1,18 bilhão, um avanço de 37% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Apesar de ligeiramente abaixo das projeções de R$ 1,2 bilhão, o número demonstra a força de crescimento da companhia. Outro ponto de destaque é a geração de caixa operacional, que reverteu o cenário negativo do ano anterior, apresentando R$ 112,2 milhões no período. As margens Ebitda e líquida também apresentaram melhorias significativas, fechando em 21,7% e 15,5%, respectivamente, superando as expectativas.

Alea: Melhora na Dinâmica de Caixa Apesar do Prejuízo

Apesar de continuar registrando prejuízo, a divisão Alea demonstrou sinais de melhora. O prejuízo da subsidiária de casas pré-fabricadas diminuiu quase 70% em relação ao primeiro trimestre de 2025, totalizando R$ 32,8 milhões. Mais relevante ainda, a queima de caixa da Alea caiu 55% anualmente, para R$ 17,4 milhões. A administração da Tenda indica que o consumo de caixa da Alea está se aproximando do piso do guidance, sugerindo um maior controle da operação. A Alea, criada em 2021 com o objetivo de ser um vetor de crescimento disruptivo, tem passado por reajustes para recuperar a confiança do mercado e mitigar seu impacto nos resultados gerais da Tenda.

Fonte: www.seudinheiro.com

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