Petrobras (PETR4) pode distribuir até US$ 2,3 bilhões em dividendos no 1T26, aponta Citi; banco também vê oportunidades em outras petroleiras

Citi prevê resultados robustos para Petrobras no 1º trimestre de 2026

O Citi atualizou suas projeções para a Petrobras (PETR4) após a divulgação dos dados operacionais, antecipando um primeiro trimestre mais forte para a estatal. A combinação do aumento na produção de petróleo e gás com a alta dos preços internacionais da commodity deve impulsionar os resultados, com o banco estimando um Ebitda ajustado de cerca de US$ 13 bilhões, um crescimento de 19% em relação ao trimestre anterior.

Essa melhora operacional abre espaço para a Petrobras reforçar a distribuição de dividendos aos acionistas. A expectativa é de que a companhia anuncie aproximadamente US$ 2,3 bilhões em dividendos ordinários, o que representaria um rendimento próximo de 2%. O valor está alinhado à política atual da empresa, que prevê a distribuição de 45% do fluxo de caixa livre.

Dividendos bilionários e recomendação neutra para PETR4

Apesar do cenário operacional favorável e da perspectiva de dividendos robustos, o Citi manteve uma recomendação neutra para as ações da Petrobras. A justificativa reside na percepção de que o potencial de valorização das ações é limitado, diante da expectativa de estabilidade nos preços do diesel e da gasolina até o final do ano. O banco aponta que a estabilidade nos preços dos combustíveis internos limita o impacto positivo do petróleo nas exportações da companhia.

O relatório destaca que, embora a produção de petróleo e gás tenha aumentado e a importação de combustíveis tenha sido reduzida, impactando positivamente os custos de extração, o cenário de preços dos combustíveis domésticos não acompanhou a mesma intensidade da alta do petróleo internacional. A Petrobras manteve uma política de preços mais estável, com apenas um reajuste pontual no diesel durante o período.

Outras petroleiras na mira do Citi: Brava, PetroReconcavo e Prio

O relatório do Citi também aborda outras empresas do setor de petróleo no Brasil, apresentando uma visão mais construtiva em alguns casos. A Brava Energia (BRAV3) tem preço-alvo de R$ 25 por ação, com base na soma de seus ativos e no potencial de geração de caixa dos campos. Os principais riscos para a empresa envolvem a execução da produção, governança e alocação de capital.

A PetroReconcavo (RECV3) recebeu um preço-alvo de R$ 14 por ação, fundamentado nas reservas atuais e nas premissas de câmbio e custo de capital. O Citi alerta para riscos de execução, maior dependência do mercado doméstico e possíveis pressões nos preços do gás natural. No entanto, o banco ressalta que uma recuperação do preço do petróleo ou um crescimento acima do esperado na produção podem destravar valor para a empresa.

Entre as empresas independentes, a Prio (PRIO3) é uma das preferidas do Citi, com preço-alvo de R$ 75 por ação. A análise considera o desempenho por campo e a inclusão de créditos fiscais. Apesar de ser classificada como de maior risco em análises quantitativas, a resiliência da Prio é destacada devido aos seus baixos custos de produção. Os riscos para a empresa estão ligados à volatilidade do preço do petróleo e à execução de novos projetos.

Fonte: www.seudinheiro.com

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