Selic e Despesas Financeiras Devoram Lucro do Magalu
O Magazine Luiza (MGLU3) sentiu o impacto da taxa Selic elevada e reverteu o lucro líquido de R$ 12,8 milhões no primeiro trimestre de 2025 para um prejuízo de R$ 55,2 milhões nos primeiros três meses de 2026. O resultado veio abaixo das projeções do mercado, que esperavam um prejuízo de R$ 29 milhões. Na base ajustada, o prejuízo foi de R$ 33,9 milhões. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) também sofreu, caindo 10% na comparação anual para R$ 685,4 milhões, aquém dos R$ 742 milhões esperados. A margem Ebitda caiu para 7,4%, e a receita líquida recuou 2%, totalizando R$ 9,2 bilhões.
Fluxo de Caixa Sob Pressão e Estoques Estratégicos
O fluxo de caixa operacional apresentou um déficit de R$ 1,3 bilhão no trimestre. A companhia atribui parte dessa pressão aos efeitos sazonais do varejo e a um aumento estratégico de estoques, visando a Copa do Mundo de Futebol. As despesas financeiras, impulsionadas pela Selic alta, saltaram 16,5% para R$ 568,7 milhões. O risco de crédito também aumentou, com as provisões para perdas em crédito (PDD) subindo 47,5% para R$ 149,2 milhões, acompanhando a expansão da carteira de Crédito Direto ao Consumidor (CDC).
Lojas Físicas se Destacam em Meio à Queda do E-commerce
Em contrapartida à pressão no online, as lojas físicas do Magazine Luiza apresentaram crescimento nas vendas, totalizando R$ 5,2 bilhões, um avanço de 6,9% na comparação anual. O varejo online, no entanto, perdeu fôlego, com vendas totais em queda de 11,0% para R$ 10 bilhões. O modelo 1P (vendas diretas) recuou 8,8%, refletindo uma estratégia de priorizar margens em detrimento de promoções. O marketplace (3P), que reúne vendedores parceiros, viu suas vendas caírem 14,3%, indicando um foco maior em rentabilidade e curadoria de sellers.
Luizacred e MagaluPay Mostram Resiliência e Expansão
A Luizacred, braço financeiro do grupo, demonstrou resiliência com lucro líquido de R$ 75,1 milhões e melhora na qualidade da carteira de cartões, com redução nos atrasos acima de 90 dias. A carteira de cartões somou R$ 20,4 bilhões. Houve também expansão de 18% na carteira de CDC, alcançando R$ 1,8 bilhão, apesar da pressão nas provisões. No MagaluPay, o volume total de pagamentos (TPV) cresceu 4,3% para R$ 10,5 bilhões, e a nova financeira, MagaluPay SCFI, iniciou a emissão de CDBs para ampliar suas fontes de funding.
Fonte: www.seudinheiro.com
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