Citi revisa tese e reduz drasticamente projeção para ações da Braskem
O banco de investimento Citi decidiu abandonar sua tese de investimento favorável à Braskem (BRKM5), promovendo um corte de 60% em seu preço-alvo para as ações da petroquímica. A decisão reflete uma preocupação crescente com a saúde financeira da empresa, especialmente em relação à sua dívida expressiva e às incertezas que cercam a resolução das disputas com seus credores.
Risco subestimado: Braskem alega falta de recursos para despesas básicas
Em um documento enviado à Justiça, a Braskem revelou um cenário alarmante: a empresa declarou que sua dívida de R$ 2,7 bilhões poderia se expandir para R$ 54 bilhões. Mais preocupante ainda, a companhia afirmou não possuir recursos suficientes para cobrir suas despesas básicas, evidenciando a gravidade da situação financeira que pode estar sendo subestimada pelo mercado. A petroquímica busca, através do judiciário, um fôlego para negociar com seus credores.
Blindagem judicial: Braskem ganha 60 dias para negociar com credores
Em meio à tensão com os credores, a Braskem obteve uma proteção judicial de 60 dias. Essa medida visa garantir um período de trégua para que a empresa possa avançar nas negociações e buscar um acordo que evite um desfecho ainda mais desfavorável. A queda de braço com os credores tem sido um ponto central de atenção para os investidores e analistas do setor.
O que esperar do futuro da Braskem?
A revisão negativa do Citi e as declarações da própria Braskem à Justiça levantam sérias questões sobre a sustentabilidade e o valor das ações da empresa no médio e longo prazo. Investidores e observadores do mercado agora aguardam os próximos capítulos dessa saga financeira, que pode ter implicações significativas para o setor petroquímico brasileiro.
Fonte: www.seudinheiro.com
