93% das mulheres em cargos de liderança querem mais colaboração masculina para a igualdade no trabalho, aponta pesquisa

O que as mulheres esperam dos homens para a igualdade no ambiente de trabalho?

Uma pesquisa recente revelou que uma vasta maioria de mulheres em posições de liderança (93%) acredita que os homens podem e devem contribuir mais para a igualdade de gênero no ambiente corporativo. A percepção geral é de que, apesar de alguns avanços, a paridade ainda está longe de ser alcançada, e muitos homens podem não ter plena consciência dessa realidade ou consideram o tema um exagero.

O debate sobre a liderança feminina e a igualdade de gênero no trabalho transcende a esfera feminina, sendo um tema estratégico para as organizações. Estudos indicam que o equilíbrio de gênero em cargos de decisão impacta positivamente o bem-estar organizacional, inclusive para os homens.

O papel dos homens na promoção da igualdade

Apesar de 69% das entrevistadas reconhecerem que já receberam oportunidades profissionais de homens que impulsionaram suas carreiras, a pesquisa aponta que menos da metade (45%) considera que os homens já contribuem ativamente para combater o preconceito de gênero nas empresas. Deste grupo, apenas 14% acreditam que essa contribuição é significativa, enquanto 31% a consideram modesta.

A predominância histórica de homens em posições de liderança explica, em parte, o cenário onde 69% das mulheres observam mais homens do que mulheres em cargos de comando em seus locais de trabalho. No entanto, a expectativa é de que essa colaboração masculina aumente, com mais homens compreendendo sua responsabilidade e os benefícios de um ambiente de trabalho mais equitativo.

Atitudes masculinas mais valorizadas pelas mulheres

A pesquisa identificou as atitudes masculinas mais importantes para fortalecer a igualdade no ambiente corporativo. A ação mais citada, por 56% das entrevistadas, foi a de intervir e interromper comentários ou comportamentos machistas de outros homens.

Em seguida, duas atitudes foram apontadas com igual relevância:

  • Oferecer apoio a colegas mulheres que enfrentam discriminação ou assédio (mencionado por 55%).
  • Promover ativamente a ascensão de mulheres a cargos de liderança (mencionado por 55%).

Outras medidas consideradas importantes incluem a participação ativa em discussões sobre igualdade de gênero e a desconstrução de estereótipos de gênero no ambiente de trabalho.

A persistência do preconceito e a falta de apoio

Os dados também revelam que episódios de preconceito de gênero ainda são pouco contestados no ambiente corporativo. Apenas 35% das mulheres afirmaram ter sido defendidas por um homem em situações de discriminação, enquanto 52% nunca receberam esse tipo de apoio. Essa falta de suporte se reflete em experiências cotidianas, com 83% das entrevistadas sentindo a necessidade de explicar algo óbvio para homens que duvidaram de sua competência.

As entrevistadas apontam a falta de percepção sobre o problema como um dos principais fatores para a limitada participação masculina. Para 51% delas, muitos homens acreditam que a igualdade de gênero já existe no ambiente de trabalho. Outros 45% percebem que o tema é visto como exagero ou “mimimi”. A falta de empatia e a resistência em reconhecer privilégios também foram citadas como barreiras.

Fonte: www.seudinheiro.com

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