Direcional (DIRR3) Atinge Lucro Recorde de R$ 211 Milhões no 4T25 Impulsionado por Venda de Ativos e Crescimento de Acionistas

Direcional (DIRR3) Atinge Lucro Recorde de R$ 211 Milhões no 4T25 Impulsionado por Venda de Ativos e Crescimento de Acionistas

Companhia celebra maior rentabilidade da história e avanço expressivo em receita e Ebitda, apesar de impacto pontual em repasses da Caixa.

A Direcional (DIRR3) divulgou resultados financeiros robustos para o quarto trimestre de 2025, registrando um lucro líquido de R$ 211 milhões, o maior de sua história. Segundo o CEO Ricardo Gontijo, o expressivo crescimento é fruto da combinação do lucro gerado com o volume de dividendos distribuídos no período.

Receita Líquida e Geração de Caixa em Alta

Entre outubro e dezembro de 2025, a receita líquida total da empresa alcançou R$ 1,2 bilhão, representando um aumento de 5,9% em relação ao mesmo período do ano anterior e alinhada às expectativas de mercado. No acumulado do ano, a receita avançou quase 30%, totalizando R$ 4,3 bilhões.

A companhia também demonstrou forte capacidade de geração de caixa, com R$ 390 milhões no trimestre. Esse desempenho foi impulsionado por efeitos não operacionais, com destaque para R$ 184,6 milhões provenientes da cessão de recebíveis e R$ 230,5 milhões obtidos com a venda de empreendimentos (SPEs). Por outro lado, a empresa enfrentou um impacto negativo de R$ 15,6 milhões relacionado a bloqueios em repasses da Caixa Econômica Federal.

Ebitda Dispara e Margem Ebitda é Explicada

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) apresentou um crescimento notável de 298% na base anual, atingindo R$ 321,3 milhões no trimestre. No entanto, a margem Ebitda registrou uma leve queda de 1 ponto percentual, fechando em 26,2%.

Gontijo explicou que a redução na margem Ebitda está ligada ao crescimento da base de acionistas minoritários, decorrente da venda de uma participação de 15% na subsidiária Riva, voltada para o segmento de média renda. “Quem comprou esses 15% da Riva passou a ter direito a essa fração do lucro da empresa. Como em 2026 essa fatia passou a ser destinada a um sócio que no ano passado não existia, isso acabou pressionando a nossa margem Ebitda porque essa parte deixa de ficar com a companhia”, afirmou o CEO.

Dívida e Antecipação de Dividendos

A Direcional encerrou o trimestre com uma dívida de R$ 532,6 milhões. O CEO ressaltou que houve uma antecipação significativa no pagamento de dividendos devido à reforma tributária, levando a empresa a distribuir mais dividendos do que o lucro gerado no período. “A gente pagou mais dividendos do que tivemos em lucro”, apontou Gontijo.

Os resultados da Direcional contrastam com notícias recentes de outras empresas do setor, como o Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) em recuperação extrajudicial e a Raízen (RAIZ4) com prejuízo expressivo impactando a Cosan (CSAN3), evidenciando a resiliência e a gestão estratégica da construtora no período.

Fonte: www.seudinheiro.com

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