Vale (VALE3) no 1º Trimestre de 2026: Minério de Ferro Estabiliza, Metais Básicos Impulsionam Projeções de Lucro

Produção Operacional em Linha com Expectativas

A Vale (VALE3) apresentou resultados operacionais para o primeiro trimestre de 2026 (1T26) que se alinham às projeções do mercado. A produção de minério de ferro, embora tenha registrado uma queda trimestral de 22,9% para 69,7 milhões de toneladas, avançou 3% em comparação anual. Os dados operacionais, divulgados pela própria mineradora, são a base para as estimativas financeiras que serão apresentadas nesta terça-feira (28), após o fechamento do mercado.

Metais Básicos: O Destaque do Trimestre

O segmento de metais básicos da Vale demonstrou um desempenho notável. A produção de cobre atingiu 102,3 mil toneladas, um aumento de 12,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, e marcou o melhor primeiro trimestre desde 2017. O níquel também apresentou resultados expressivos, com 49,3 mil toneladas produzidas, alta de 12,3% anualmente e o maior nível para o período desde 2020. Especialistas do Banco Safra destacam que, apesar da exposição contínua ao minério de ferro, cobre e níquel se consolidam como importantes vetores de diversificação e valor para a companhia.

Mercado Revisa Projeções para o Balanço

Os resultados operacionais levaram diversas instituições financeiras a ajustar suas projeções para o balanço do 1T26. A XP Investimentos classificou os números como sólidos e ligeiramente acima do esperado, elevando a estimativa de Ebitda para aproximadamente US$ 4,2 bilhões. O Itaú BBA revisou suas projeções de forma mais moderada, prevendo um Ebitda proforma de cerca de US$ 4,06 bilhões, impulsionado por volumes resilientes e melhora na realização de preços, especialmente em metais básicos. A Genial Investimentos projeta um Ebitda de US$ 4,1 bilhões, com receita líquida de US$ 9,4 bilhões e lucro líquido de US$ 2,87 bilhões – mais que o dobro do ano anterior –, graças ao desempenho superior de cobre e níquel.

Recomendações e Perspectivas para as Ações VALE3

Antes da divulgação do balanço, as recomendações para as ações da Vale (VALE3) permanecem majoritariamente positivas. O Morgan Stanley reiterou a recomendação de compra para os ADRs, com preço-alvo de US$ 19,50. O BTG mantém a recomendação de compra para VALE3 com target de R$ 85, enquanto o Itaú BBA projeta R$ 101 para as ações no Brasil. O Santander reitera a recomendação de ‘outperform’ (equivalente a compra) com preço-alvo de R$ 85,25. Por outro lado, a Genial e o Banco do Brasil Investimentos adotam uma postura mais cautelosa, com recomendação neutra e preços-alvo em torno de R$ 90, citando um espaço limitado para valorização no curto prazo.

Fonte: www.seudinheiro.com

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