Azzas (ASAI3): BTG e Santander veem potencial de recuperação, mas cautela marca reestruturação da dona da Arezzo e Hering
Azzas (ASAI3): BTG e Santander veem potencial de recuperação, mas cautela marca reestruturação da dona da Arezzo e Hering
A empresa, que busca sinergias e eficiência após a fusão, ainda enfrenta desafios em divisões como Hering e calçados, mas geração de caixa e valuation descontado animam analistas.
A Azzas, conglomerado que une as marcas Arezzo e Hering, passa por um processo de reestruturação que ainda não se refletiu totalmente em seus resultados. Apesar de uma queda de 3,2% na receita multimarcas no último trimestre e a redução no número de lojas próprias, bancos como BTG Pactual e Santander apontam para sinais de melhora e recomendam investimento, destacando o potencial de recuperação da companhia.
Sinais de melhora em meio a desafios operacionais
O quarto trimestre apresentou uma receita bruta de R$ 4,13 bilhões, uma queda de 2,3%. No acumulado do ano, a receita alcançou R$ 14,77 bilhões, com uma alta tímida de 4,3%. O Ebitda registrou R$ 501,1 milhões, uma redução de 3,5%, mas com margens estáveis. O lucro líquido recorrente foi de R$ 168 milhões, queda de 0,5%.
No entanto, o BTG Pactual ressalta que os fundamentos operacionais melhoraram. A Hering, por exemplo, gerou R$ 112 milhões em caixa no 4T25, revertendo o consumo de caixa do trimestre anterior. Diversas iniciativas estruturais foram implementadas, incluindo renovação da liderança, redesenho do ciclo operacional, aprofundamento do conhecimento do consumidor, maior envolvimento de franqueados, reestruturação da força de vendas, eficiência em sourcing e logística, e uma gestão mais rigorosa de descontos e estoques.
Geração de caixa positiva e otimismo dos analistas
O Santander destacou a geração de caixa positiva da Azzas, que mais que dobrou, atingindo R$ 742 milhões. Segundo os analistas, isso demonstra o comprometimento da diretoria com a rentabilidade e a geração de caixa.
O BTG Pactual mantém uma recomendação de compra para a ação, com preço-alvo de R$ 40. O banco argumenta que a Azzas está sendo negociada a cerca de 7x P/L para 2026, um valuation significativamente descontado em relação aos pares do setor. Para sustentar essa recomendação, a empresa precisa manter a expansão das margens e apresentar uma trajetória de crescimento mais consistente nos próximos trimestres.
O Santander também recomenda a ação com um preço-alvo de R$ 35, reiterando a visão positiva sobre o potencial de valorização.
Cautela com o ritmo de recuperação e a gestão
Apesar do otimismo, o BTG Pactual mantém cautela para os próximos trimestres, especialmente nos segmentos de Basics (Hering) e Calçados. A rotatividade na gestão e o ritmo mais lento de recuperação dessas divisões são pontos de atenção.
Em janeiro, o Citi já havia cortado sua recomendação e preço-alvo para a ação, por não ver motivos suficientes para sustentar a recomendação de compra.
Relação entre sócios e foco na reestruturação
Um ponto de atenção no ano passado foi a relação entre os sócios Alexandre Birman (ex-Arezzo) e Roberto Jatahy (ex-Grupo Soma). Rumores de uma separação circularam no mercado, mas ambos anunciaram uma trégua e foco na reestruturação dos negócios após a conclusão da combinação, em agosto de 2024.
Fonte: www.seudinheiro.com
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