Ações da Copel em alta e otimismo do mercado
A Copel (CPLE3) tem se destacado na bolsa de valores, com suas ações apresentando forte valorização. No acumulado de 2026, os papéis já avançaram 23%, e em 12 meses, o salto chega a 58%. O BTG Pactual revisou suas projeções para a companhia, elevando o preço-alvo de R$ 14 para R$ 18 e mantendo a recomendação de compra. Segundo os analistas, apesar do desempenho expressivo, as ações ainda possuem potencial de valorização, impulsionadas por marcos importantes como a conversão para o Novo Mercado e uma vitória significativa no Leilão de Capacidade (LRCAP).
Leilão e novos projetos impulsionam valor e dividendos
A vitória no leilão gerou um valor presente líquido (VPL) de R$ 6,5 bilhões para a Copel, o que representa cerca de R$ 2,2 por ação. O BTG aumentou seu preço-alvo para refletir esse sucesso e uma nova projeção de preço de energia de longo prazo, de R$ 250/MWh (anteriormente R$ 200/MWh). O banco acredita que a ação oferece um desempenho de baixo risco, com alto potencial de pagamento de dividendos nos próximos anos.
Investimentos em expansão sem comprometer proventos
A Copel sinalizou investimentos de R$ 4,9 bilhões em dois projetos de expansão: Foz do Areia e Segredo. Apesar disso, o BTG não prevê uma redução significativa nos dividendos. Os projetos apresentam retornos atrativos sobre o capital (28% para Foz do Areia e 20% para Segredo), e o banco considera mais vantajoso o risco de construção e a captura do VPL potencial do que a distribuição de mais dividendos. Os projetos devem ser executados ao longo dos próximos quatro anos, e uma antecipação na entrega poderia gerar cerca de R$ 1 bilhão adicional em VPL.
Projeções de dividendos e cenário energético
Os cálculos do BTG indicam que os dividendos projetados entre 2026 e 2030 podem subir para R$ 17,9 bilhões, com as novas estimativas de preço de energia. A relação entre dívida líquida e Ebitda deve atingir um pico de 3,1x, recuando para 2,3x em 2030. O aumento na projeção de preço de energia para R$ 250/MWh se deve a fatores como maior intermitência do sistema, metodologia de preço spot mais confiável, ausência de novos projetos de baixo custo e maior presença de usinas térmicas. Embora a previsão de preços de energia seja complexa, o cenário futuro próximo parece mais otimista, segundo o banco.
Fonte: www.seudinheiro.com
