VBM: O Novo Coração Estratégico da Vale
A Vale (VALE3) está redefinindo seu futuro e colocando os metais básicos no centro de sua estratégia de crescimento. A subsidiária Vale Base Metals (VBM) tem o potencial de mais que triplicar sua participação nos resultados da mineradora nos próximos dez anos. Essa mudança de foco foi evidenciada pelo diretor financeiro e de relações com investidores, Marcelo Bacci, durante o VBM Day, no Canadá.
Em 2024, a VBM representava 10% do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Vale. A expectativa é que essa fatia salte para 26% ainda neste ano e alcance entre 30% e 35% a partir de 2035. Essas projeções consideram premissas de preços de longo prazo para commodities como cobre, níquel e ouro, além de um aumento previsto na produção.
Geração de Caixa e Volatilidade dos Metais
A geração de caixa da VBM, embora sensível à volatilidade dos preços das commodities no curto prazo, apresenta potencial bilionário. Para 2026, a subsidiária estima um fluxo de caixa livre (FCL) entre US$ 400 milhões e US$ 1,9 bilhão, dependendo das cotações internacionais. As premissas de preços incluem cobre entre US$ 11,6 mil e US$ 13,2 mil por tonelada, níquel entre US$ 15 mil e US$ 18,1 mil por tonelada, e ouro entre US$ 4,3 mil e US$ 5,5 mil por onça troy.
A companhia projeta um crescimento orgânico anual na produção de cobre entre 4% e 6%. Essa aposta em metais básicos já vinha sendo sinalizada, com o CEO Gustavo Pimenta reforçando em fevereiro que os metais críticos são essenciais para a criação de valor da empresa. No último trimestre de 2025, enquanto o Ebitda consolidado da Vale cresceu 17%, a divisão de metais básicos mais que dobrou seu resultado, atingindo US$ 1,4 bilhão.
Cenário Internacional Favorece o Cobre
A conjuntura global, incluindo as incertezas geradas por conflitos internacionais como o do Oriente Médio, tem acentuado os desafios estruturais na oferta de minerais críticos e ampliado as incertezas na cadeia global de suprimentos. Shaun Usmar, presidente da VBM, acredita que o crescimento do cobre está subavaliado pelo mercado.
Novos projetos de cobre enfrentam custos mais elevados e uma escassez de descobertas significativas, fatores que tendem a sustentar os preços no longo prazo. A meta da Vale é alcançar uma produção anual de aproximadamente 700 mil toneladas de cobre até 2035, com um portfólio de projetos de alto retorno e menor intensidade de capital.
Pipeline Robusto e Projetos Estratégicos da VBM
A expansão da VBM se apoia em um robusto pipeline de projetos com alta rentabilidade esperada. Destacam-se projetos como Bacaba (previsão de 2028) e Salobo CPF (2029), com taxas internas de retorno (TIR) superiores a 50%. Alemão (2030) e projetos pós-2032, como 118 e Cristalino, também projetam TIR acima de 25%.
Além disso, a parceria com a Glencore no Canadá, com projetos em Sudbury e negociações em Thompson, fortalece a estratégia. Atualmente, espera-se que Onça Puma atinja sua capacidade máxima em 2026, impulsionada pela entrada do segundo forno. Apesar de especulações sobre um possível IPO da VBM, o foco principal da companhia permanece na execução e na entrega de resultados e crescimento dos ativos.
Fonte: www.seudinheiro.com
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