Ação da Embraer (EMBJ3) é compra após salto nas entregas? Analistas veem potencial de alta de até 55%

Embraer dispara entregas e atrai analistas

Apesar da volatilidade recente nas ações da Embraer (EMBJ3) na bolsa de valores, a performance operacional da companhia no primeiro trimestre de 2026 apresentou um crescimento notável. A fabricante de aeronaves divulgou um aumento de 47% nas entregas em comparação com o mesmo período do ano anterior. Essa melhora nos resultados operacionais levou analistas de instituições financeiras como BTG Pactual, Itaú BBA, JP Morgan e XP a considerarem um bom momento de entrada para o papel.

Resultados operacionais impulsionam otimismo

No total, a Embraer entregou 44 aeronaves no primeiro trimestre. A aviação comercial se destacou com 10 aeronaves entregues, incluindo três do modelo E195-E2, o maior da Embraer nesse segmento. O volume da unidade de negócios de aviação comercial cresceu 43% em relação ao ano anterior. Já a aviação executiva registrou a entrega de 29 jatos, um aumento de 26%, impulsionado pela demanda sólida em jatos leves e de médio porte. No setor de defesa e segurança, foram entregues cinco aeronaves, sendo um KC-390 Millennium e quatro A-29 Super Tucano.

Projeções e desafios para o futuro

Para o ano de 2026, a Embraer projeta a entrega de 80 a 85 aeronaves na aviação comercial, um crescimento estimado de 6% em relação ao ano anterior. Na aviação executiva, a expectativa é de 160 a 170 aeronaves entregues, também com um aumento médio de 6% na comparação anual. Contudo, o mercado tem demonstrado receio em relação às entregas de 2026, e a escalada de tensões geopolíticas e o aumento dos preços dos combustíveis também geram preocupações sobre possíveis atrasos ou cancelamentos de pedidos.

Analistas veem potencial de valorização

Apesar do cenário de incertezas, as equipes de análise da XP, BTG, Itaú BBA e JP Morgan mantêm a recomendação de compra para as ações da Embraer. O Itaú BBA aponta como catalisadores de alta a possibilidade de resultados trimestrais acima das expectativas e a concretização de um grande pedido de jatos comerciais da Índia, estimado em até US$ 5,1 bilhões. A XP destaca a carteira de pedidos robusta e diversificada da empresa, que cobre cerca de 120% das estimativas de receita da aviação comercial até 2029, como um fator redutor de risco. O JP Morgan, por sua vez, observa que as ações da Embraer estão descontadas em relação a concorrentes como Airbus e Boeing. O banco elevou o preço-alvo da EMBJ3 para R$ 109, indicando um potencial de valorização de 34,6%. O BTG Pactual projeta um preço-alvo ainda maior, de R$ 126, o que representa uma alta de até 55,6% para o papel.

Fonte: www.seudinheiro.com

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