Axia Energia Lidera Preferências do Santander para Dividendos
O setor elétrico, conhecido pela previsibilidade de resultados e pelo pagamento consistente de dividendos, tem uma nova queridinha entre os analistas do Santander: a Axia Energia (AXIA6), antiga Eletrobras. Desde o início do ano, as ações da empresa acumulam uma valorização de 24%, superando o desempenho do Ibovespa, que registrou alta de 17,1% no mesmo período.
Transformação Pós-Privatização Impulsiona Resultados
A Axia Energia tem colhido os frutos de uma profunda reestruturação iniciada após sua privatização em 2022. O processo incluiu a troca de nome e ticker, reestruturação de capital com redução de endividamento, otimização de estruturas, revisão de contratos, corte de custos e alienação de ativos não essenciais. Essa transformação tem sido fundamental para a melhora de seus resultados.
Diferenciais Competitivos e Caixa Robusto
O Santander ressalta que a Axia Energia possui uma exposição relevante a ativos hidrelétricos não contratados, um diferencial que contribui para a redução de custos. Além disso, o banco destaca o caixa robusto da companhia, que pode se traduzir em distribuições adicionais de renda aos acionistas. As projeções indicam um rendimento extra de dividendos entre 23,9% para o período de 2026 a 2028.
Recomendação de Compra e Preços-Alvo Elevados
O banco recomenda a compra das ações preferenciais classe C (AXIA7), que negociam com um desconto em relação às ordinárias (AXIA3). Para a AXIA6, o preço-alvo foi elevado para R$ 68,92 até o final de 2026, representando um potencial de alta de 5,8%. Já para as AXIA3 e AXIA7, o preço-alvo é de R$ 62,66, com potencial de valorização de 5,7% e 9,3%, respectivamente. A Axia também foi destacada como ação do mês por publicações especializadas, com recomendações de compra por diversas corretoras.
Migração para o Novo Mercado e Comparativo com Concorrentes
Outro movimento estratégico da Axia Energia é a sua preparação para migrar para o Novo Mercado da B3, segmento que exige regras mais rigorosas de governança corporativa. Em contrapartida, o Santander mantém uma recomendação neutra para a Auren (AURE3), citando o endividamento elevado como um ponto de atenção, apesar do histórico operacional sólido. Para a Engie Brasil (EGIE3), a recomendação foi elevada de venda para neutra, com projeção de dividendos mais modestos (6,1% em média entre 2026-2028) e cautela devido a potenciais riscos operacionais e aumento da alavancagem com novos projetos.
Fonte: www.seudinheiro.com
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