BTG Pactual reitera compra e define preço-alvo em R$ 39 para ALOS3
O BTG Pactual reforçou a recomendação de compra para as ações da Allos (ALOS3), com um preço-alvo de R$ 39, o que representa um potencial de valorização de aproximadamente 18,5% em relação ao último fechamento. A decisão do banco de investimento vem após a companhia anunciar a assinatura de um memorando com a Kinea Investimentos para a criação de um fundo imobiliário (FII) focado no segmento de shopping centers.
Safra também recomenda compra e projeta alta de 9,4%
Em linha com o BTG, o Safra mantém a recomendação de ‘outperform’ (equivalente à compra) para os papéis da Allos, estabelecendo um preço-alvo de R$ 36. Essa projeção implica um potencial de alta de cerca de 9,4% para as ações ALOS3. Ambos os bancos de investimento veem a criação do FII como um movimento estratégico capaz de destravar valor para os acionistas.
Parceria estratégica e estrutura do FII
O novo fundo imobiliário adquirido pela Kinea comprará participações em sete shoppings da Allos, com um valor de portfólio estimado entre R$ 790 milhões e R$ 1,97 bilhão, dependendo da captação de recursos do FII. O pagamento será dividido em duas etapas: 80% no fechamento da operação, sendo parte em dinheiro e parte em cotas do próprio fundo (a Allos deterá 24% de participação), e os 20% restantes em três parcelas iguais a serem recebidas em 24, 36 e 48 meses. Além disso, o acordo prevê uma parceria estratégica para futuras transações no setor de shoppings, incluindo direito de preferência para a Kinea na aquisição de ativos da Allos e possibilidade de participação conjunta em novas operações.
Projeção de dividendos e alavancagem controlada
Analistas do BTG Pactual, incluindo Gustavo Cambauva, Luis Mollo e Gustavo Fabris, destacam que o acordo abre caminho para que a Allos mantenha sua política de proventos elevados. A expectativa é de um dividend yield (DY) em torno de 12% nos próximos três anos, enquanto a companhia busca manter a alavancagem em aproximadamente 2 vezes a relação entre dívida líquida e Ebitda. O banco também observa que a taxa de capitalização projetada para a venda dos imóveis é inferior à taxa implícita nas ações da empresa, o que é visto como um fator positivo para os investidores.
Safra destaca potencial de receita e ganhos fiscais
O Safra complementa a análise, enfatizando que a estrutura de FII pode atrair forte demanda e gerar uma nova fonte de receita recorrente para a Allos através das taxas de gestão. O banco ressalta que a maior escala do fundo permitirá taxas de gestão mais elevadas, além de potenciais ganhos fiscais e melhoria no retorno dos ativos. A possibilidade de inclusão de outros shoppings no FII ao longo do tempo também é vista como um fator de valorização adicional.
Fonte: www.seudinheiro.com
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