Custos em Alta e Geração de Caixa Sob Pressão Levam Bancos a Reduzir Apostas na Usiminas
O cenário para as ações da Usiminas (USIM5) ganhou tons de cautela com o rebaixamento das recomendações por parte de dois importantes players do mercado financeiro: o Bank of America (BofA) e o Safra. A notícia impactou o desempenho dos papéis, que chegaram a registrar queda de 3,47% nesta segunda-feira (13), atingindo R$ 6,96 em seu menor valor no dia. O BofA alterou sua recomendação de compra para neutra, enquanto o Safra reduziu sua visão de neutra para venda.
Apesar da expectativa de que os preços elevados do aço plano possam oferecer algum suporte à companhia, os analistas apontam para premissas de custos mais altas e preocupações crescentes com a capacidade da Usiminas de gerar caixa. Além disso, a percepção é de que os potenciais de valorização da ação já estariam precificados pelo mercado.
Potencial de Valorização Limitado, Segundo Analistas
O Safra, mesmo com o rebaixamento da recomendação para neutro, ajustou seu preço-alvo para Usiminas para R$ 7,70 ao final de 2026, o que representa um potencial de valorização de apenas 6%. Os analistas Ricardo Monegaglia e Caique Isidoro destacam que, embora a Usiminas tenha superado o desempenho da Gerdau e do Ibovespa desde outubro, o espaço para novas reavaliações positivas parece restrito. Eles argumentam que o preço atual da ação já reflete um ambiente de mercado de aço mais favorável do que o cenário base projetado, e que uma alta mais significativa exigiria premissas mais otimistas.
As expectativas do Safra em relação ao valuation (3,3x) e ao rendimento médio do fluxo de caixa livre (FCF yield) de cerca de 3% levam a uma avaliação que consideram pouco atrativa. Para o BofA, um valuation projetado de 5,3x para 2026 sugere que os aumentos de preços do aço plano já podem estar incorporados no preço das ações. Adicionalmente, a geração de caixa da Usiminas é vista como fraca diante da esperada normalização do capital de giro em 2026.
Riscos e Projeções Futuras para a Siderúrgica
O Safra alerta para o risco de queda caso os preços do aço não continuem a melhorar ou os custos de produção não cedam, uma vez que as projeções atuais já incluem preços otimistas e alguma redução nos custos de matérias-primas. As medidas antidumping, segundo os analistas, parecem totalmente precificadas, com o papel apresentando uma alta expressiva desde a implementação das primeiras medidas. A probabilidade de novas revisões positivas de lucro é considerada baixa, com uma possível piora nas perspectivas de resultados para o segundo trimestre de 2026.
O Bank of America também sinaliza pressão de custos, especialmente de carvão e placas, e riscos na concretização dos aumentos de preços. O banco manteve o preço-alvo de R$ 8 para a ação, indicando um potencial de valorização de quase 11%.
Fluxo de Caixa Livre em Queda e Nova Preferência do BofA
Preocupações com a geração de caixa e a alocação de capital foram destacadas pelo Safra. O aumento dos custos de matérias-primas, o programa acelerado de investimentos (capex) e o menor uso de antecipação de recebíveis devem limitar o fluxo de caixa livre. O banco projeta uma queda de 5% na geração de caixa livre em 2026, com recuperação esperada para os anos seguintes.
Em contrapartida, o BofA elevou sua recomendação para a Ternium (TXSA34) de neutra para compra, tornando-a uma das suas principais apostas no setor siderúrgico, ao lado da Gerdau. A mudança se deve às expectativas de maiores rendimentos de fluxo de caixa livre a partir de 2027, com a queda prevista no capex após a conclusão de investimentos-chave.
Fonte: www.seudinheiro.com
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