XP Revela: Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3) São as Apostas Certas para Lucrar com o Petróleo em Alta

Petrobras e Prio: As Escolhidas da XP em um Mercado Volátil

Em meio à escalada dos preços do barril de petróleo Brent, que superou os US$ 95, o setor de óleo e gás atrai a atenção de investidores. A XP Investimentos, contudo, foca em quais empresas do Ibovespa estão mais preparadas para capitalizar essa alta, mesmo em um cenário de incertezas. A análise da corretora aponta a Petrobras (PETR4) e a Prio (PRIO3) como as principais candidatas a absorver os ganhos gerados pela commodity.

A recente alta de 5,64% no preço do Brent impulsionou as ações da Petrobras, com PETR4 subindo 1,73% e PETR3 avançando 1,83% na segunda-feira (20). No entanto, a recomendação da XP não se baseia em um otimismo cego com a commodity, mas sim na capacidade das empresas de navegar a volatilidade e entregar retornos consistentes.

Cenário Conservador: Petróleo a US$ 80 e o Potencial das Gigantes

Para avaliar o potencial de retorno, a XP adotou um cenário conservador, projetando o barril de Brent a US$ 80, abaixo das cotações atuais. Nesse contexto, a Petrobras é estimada a gerar um retorno de aproximadamente 11% aos acionistas em 2026. Apesar de o preço do petróleo no mercado internacional não ser repassado integralmente aos combustíveis no Brasil devido a mecanismos de subsídios, a estatal se beneficia de custos de produção baixos, margens de refino favoráveis e compensações financeiras.

A XP ressalta que, mesmo com o controle de preços internos, a Petrobras se mantém como uma opção de equilíbrio entre risco e retorno, com forte capacidade de gerar caixa e reverter lucros de um petróleo mais caro para o acionista.

Prio: Exposição Direta e Maior Potencial de Ganho

Em contrapartida à previsibilidade da Petrobras, a Prio se destaca por sua exposição direta ao preço do petróleo. A corretora projeta que, com o Brent a US$ 80, a Prio pode entregar um retorno próximo de 20% em 2026, quase o dobro da estatal. A ausência de venda de combustíveis no mercado interno e a não submissão a políticas de controle de preços pelo governo federal fazem com que a Prio sinta o impacto da alta do petróleo de forma mais acentuada em seus resultados.

Essa característica, no entanto, também torna a Prio uma ação mais sensível às flutuações do mercado. Uma queda abrupta no preço do petróleo, caso a guerra no Oriente Médio se encerre, pode impactar rapidamente os resultados da empresa. Por isso, a XP a classifica como uma escolha com maior potencial de retorno, mas também com maior volatilidade e risco.

Outras Petroleiras: Menor Vantagem em Cenário de Alta

Empresas como Brava Energia (BRAV3) e PetroRecôncavo (RECV3) também se beneficiam do petróleo em alta, mas em menor proporção. A produção dessas companhias possui contratos que limitam os ganhos em períodos de preços muito elevados. Embora essas proteções sejam vantajosas em momentos de queda, elas reduzem o potencial de lucro em cenários de alta, colocando-as atrás de Petrobras e Prio na avaliação da XP.

Fonte: www.seudinheiro.com

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