Sequoia (SEQL3): Ações Disparam Mais de 40% Após Redução de 84% em Dívida Tributária e Acordo com a PGFN

Marco na Reestruturação Financeira

A Sequoia Logística e Transportes (SEQL3) anunciou nesta segunda-feira (20) a conclusão de um acordo crucial com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). O Termo de Transação firmado prevê o pagamento parcelado do passivo tributário, que sofreu uma redução drástica de 84%, caindo de R$ 631,7 milhões para R$ 112,7 milhões. Este movimento representa um avanço significativo no processo de reestruturação financeira da empresa.

Benefícios Operacionais e Reação do Mercado

O acordo não apenas alivia o peso da dívida, mas também abre portas para importantes benefícios operacionais. A Sequoia poderá agora obter certidões negativas, participar de licitações, renovar contratos e acessar linhas de crédito com condições mais favoráveis. O mercado reagiu positivamente à notícia, impulsionando as ações da companhia. Por volta das 12h30 (de Brasília), SEQL3 registrava alta de 21,43%, cotada a R$ 0,17, chegando a picos de 42% na máxima do dia, a R$ 0,20. É importante notar que, como uma penny stock, a ação possui um preço unitário baixo, o que amplifica as variações percentuais.

Compromisso com a Reestruturação e Crescimento Sustentável

A administração da Sequoia ressaltou que esta conquista reforça o compromisso da empresa com a execução rigorosa de seu plano de reestruturação. O objetivo é pavimentar o caminho para um crescimento sustentável e a entrega de valor aos acionistas e parceiros. A redução do passivo tributário é mais um passo em uma trajetória que busca superar os desafios enfrentados após uma estreia promissora na B3 em 2020, impulsionada pelo boom do e-commerce.

Trajetória de Desafios e Recuperação

A Sequoia enfrentou um cenário adverso com a crise das varejistas online, a desaceleração do consumo e uma expansão agressiva que não resistiu ao ciclo de alta de juros. Em 2023, as ações chegaram a cair quase 90%, levando a empresa a negociar um acordo de dívidas com bancos e investidores em dezembro daquele ano. Uma nova fase de reestruturação, focada em dívidas não financeiras, ganhou força em outubro de 2024 e contou com a adesão de credores que representavam 53,9% dos R$ 295 milhões em créditos reestruturados. Com a aprovação judicial, a companhia conseguiu reperfilar esses compromissos, resultando em um desembolso total de R$ 31,17 milhões ao longo de 2025.

Fonte: www.seudinheiro.com

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