Braskem (BRKM5): Bradesco BBI alerta para queda de 55% e ‘situação insustentável’ nas ações

Alerta do Bradesco BBI

O Bradesco BBI emitiu um alerta severo para as ações da Braskem (BRKM5), rebaixando a recomendação de neutra para venda e cortando o preço-alvo em 50%, de R$ 8 para R$ 4. Essa nova projeção implica uma potencial desvalorização de mais de 55% em relação ao fechamento mais recente dos papéis. Os analistas do banco apontam que a situação financeira da petroquímica pode se tornar insustentável nos próximos anos.

Alavancagem e Queima de Caixa Preocupam

Mesmo com a expectativa de spreads petroquímicos mais favoráveis, o Bradesco BBI prevê que a alavancagem da Braskem – medida pela relação dívida líquida/Ebitda – poderá ultrapassar 10 vezes em 2027. Esse cenário de forte pressão financeira levanta sérias dúvidas sobre a sustentabilidade da estrutura de capital da empresa. Além disso, o banco revisou para baixo suas estimativas de resultados e projeta que a Braskem continuará queimando caixa, com estimativas de saída de US$ 1 bilhão até o final de 2026 e mais US$ 600 milhões até o final de 2027.

Fatores de Alívio Insuficientes

A Braskem pode encontrar algum alívio com a recente aprovação do projeto Presiq, a imposição de tarifas antidumping sobre o polietileno (PE) importado dos EUA e o aperto temporário na oferta global de químicos devido ao conflito no Irã. Contudo, o Bradesco BBI considera que esses fatores não são suficientes para reverter o quadro de fundamentos operacionais e estrutura de capital pressionados. Uma análise de sensibilidade indica que, mesmo em um cenário de spreads elevados até o final de 2026, a alavancagem pode atingir níveis insustentáveis em 2027.

Crise Operacional e Societária

Os resultados recentes da Braskem já refletem parte dessa crise, com um quarto trimestre de 2025 impactado pela demanda enfraquecida no mercado químico brasileiro e pela compressão das margens. O ambiente global para o setor petroquímico permanece desafiador. No âmbito societário, a potencial venda do controle da companhia pela Novonor (ex-Odebrecht) e NSP Investimentos ao fundo Shine I FIP, assessorada pela IG4, adiciona novas incertezas. O Bradesco BBI sugere que a possível assunção do comando pela IG4 pode levar a decisões difíceis e potencialmente desfavoráveis aos acionistas, incluindo reestruturações de capital, possivelmente por vias judiciais ou extrajudiciais.

Fonte: www.seudinheiro.com

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