Pague Menos em Nova Trajetória com Aval do BTG Pactual
A rede de farmácias Pague Menos (PGMN3) sinaliza uma virada em sua trajetória, com o mercado e analistas começando a apostar em um novo ciclo de crescimento. Após um período marcado por expansão agressiva, desafios na integração da Extrafarma e pressões financeiras, a companhia apresenta sinais de recuperação. O BTG Pactual, em um relatório recente, iniciou a cobertura da ação com recomendação de compra e estabeleceu um preço-alvo de R$ 9 para PGMN3, o que representa um potencial de valorização superior a 50% em relação aos níveis atuais de negociação.
O Que Impulsiona a Recomendação de Compra do BTG?
Segundo os analistas do BTG Pactual, a Pague Menos está entrando em uma nova fase, caracterizada pelo reforço de sua estrutura de capital. Essa medida visa abrir caminho para um crescimento mais disciplinado e uma melhora operacional mais consistente. Mesmo com a recente recuperação das ações, a avaliação da empresa ainda é considerada atrativa, negociando abaixo de seus múltiplos históricos e com perspectivas de avanço em margens e geração de caixa. Os analistas destacam a capacidade da empresa de entregar crescimento consistente e melhorar sua rentabilidade, mantendo múltiplos ainda atrativos.
Um Novo Ciclo de Crescimento e Disciplina Financeira
A trajetória da Pague Menos pode ser dividida em três fases: a expansão acelerada, os desafios na integração da Extrafarma e, mais recentemente, um movimento de turnaround focado na disciplina financeira. O BTG Pactual aponta que a companhia agora se beneficia de um balanço aprimorado e da capacidade de buscar maior produtividade e expansão gradual. Um fator relevante nesse reposicionamento foi a realização de um follow-on de aproximadamente R$ 459 milhões, que contribuiu para a redução do endividamento e o aumento da liquidez das ações.
Sinais de Recuperação e Potencial de Evolução
Os indicadores de recuperação da Pague Menos já são visíveis. A empresa tem registrado oito trimestres consecutivos de crescimento de receita em dois dígitos, impulsionado por melhorias operacionais e maior eficiência em suas lojas. No entanto, ainda há um espaço considerável para evolução. A produtividade por loja da Pague Menos ainda se encontra cerca de 35% abaixo de concorrentes como a Raia Drogasil, indicando um potencial adicional de ganhos. O BTG projeta um crescimento médio anual do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de 15% entre 2025 e 2028, além de um aumento de 32% no lucro por ação (EPS) no mesmo período.
O Papel Crescente dos Medicamentos GLP-1
Outro ponto de destaque no relatório do BTG é o avanço dos medicamentos da classe GLP-1, utilizados no tratamento de diabetes e obesidade. Essa categoria tem ganhado protagonismo no varejo farmacêutico e já representa cerca de 9% da receita da Pague Menos. Espera-se que esses produtos continuem a contribuir significativamente para o crescimento da empresa, mesmo sem uma expansão adicional de sua participação de mercado. O BTG estima que a categoria de GLP-1, por si só, possa ser responsável por cerca de 3 pontos percentuais do crescimento da receita da companhia.
Fonte: www.seudinheiro.com
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