JP Morgan Rebaixa Klabin (KLBN11) para Neutra e Eleva Suzano (SUZB3) a “Top Pick”; Entenda os Motivos e o Impacto da Geopolítica

Klabin Perde Atração para JP Morgan; Suzano Torna-se Favorita do Setor

O JP Morgan revisou sua visão sobre as empresas de papel e celulose, rebaixando a recomendação da Klabin (KLBN11) de compra para neutra. A decisão, comunicada em relatório, reflete um cenário de desaceleração para a celulose de fibra longa e a ausência de catalisadores de curto prazo para a empresa. Embora a fibra curta ainda mostre resiliência, os analistas indicam que o pico do ciclo pode estar próximo.

“Esperamos que os preços de fibra curta permaneçam sustentados no curto prazo, mas a demanda mais fraca por papel e spreads comprimidos da fibra longa devem limitar o potencial de alta”, explicaram os analistas do banco. O rali recente nos preços, impulsionado por oferta restrita e custos elevados, começa a perder força diante de um cenário global de maior incerteza, especialmente no campo geopolítico.

Geopolítica e Custos: Fatores que Mudam o Jogo no Setor

O aumento das tensões no Oriente Médio, em particular o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã, alterou abruptamente o sentimento do mercado. O que antes era um ambiente favorável para o setor, com oferta controlada e estoques baixos, agora enfrenta maior cautela por parte dos compradores e menor disposição para aceitar novos aumentos de preço. Além disso, há um risco direto para a demanda por papel e para as margens das empresas, com custos de frete e insumos pressionados, dificultando o repasse de aumentos.

“A fibra longa continua pressionada por estoques elevados e futuros fracos”, destacam os analistas. O JP Morgan ajustou suas projeções para os preços da celulose: para a fibra curta, a expectativa é de US$ 615 por tonelada no segundo trimestre de 2026, e para a fibra longa, US$ 715 no mesmo período.

Suzano em Destaque: A “Top Pick” do JP Morgan na América Latina

Em contrapartida à Klabin, a Suzano (SUZB3) emergiu como a principal recomendação do JP Morgan no setor de papel e celulose na América Latina. A empresa mantém a recomendação de compra e o status de “top pick”, oferecendo uma relação risco-retorno considerada mais atrativa. O valuation da Suzano, negociada a cerca de 5,2 vezes seu resultado operacional projetado para 2026, e um potencial retorno em caixa de aproximadamente 12,8%, são pontos fortes destacados pelo banco.

A expectativa de aumento de produção com o projeto Cerrado e uma redução nos investimentos (capex) após a entrada em operação também contribuem para o otimismo. Apesar de um ajuste no preço-alvo de R$ 81 para R$ 74, o novo valor ainda indica um potencial de alta superior a 58%. As ações da Klabin fecharam em queda de 3,16% (R$ 18,11), enquanto as da Suzano recuaram 1,39% (R$ 46,49) no pregão.

Fonte: www.seudinheiro.com

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