Ações da Vale (VALE3) desabam 3% com fuga de investidores estrangeiros e afundam Ibovespa

Fuga de capitais e cenário global pressionam mineradora

As ações da Vale (VALE3) sentiram o impacto da saída de investidores estrangeiros da bolsa brasileira nesta segunda-feira (4), operando em queda de 3,10% e fechando o pregão a R$ 78,66. O movimento acompanhou a aversão ao risco no mercado global, intensificada pelo aumento das tensões no Oriente Médio. Notícias sobre um incidente envolvendo um navio de guerra dos Estados Unidos e o Irã no Estreito de Ormuz adicionaram tempero à cautela dos investidores.

Minério de ferro em alta não sustenta VALE3

Mesmo com o minério de ferro apresentando um desempenho positivo, com alta de 1,6% na China, o cenário externo mais turbulento e a retirada de capital estrangeiro foram determinantes para o desempenho negativo da mineradora. Essa pressão sobre a Vale teve reflexos diretos no Ibovespa, que, com o peso da ação da empresa, fechou em baixa de 0,92%, aos 185.600,12 pontos.

Resultados do 1º trimestre abaixo do esperado pesam

A queda das ações da Vale não é um fenômeno isolado. Na semana anterior, os papéis já haviam recuado mais de 5% após a divulgação dos resultados financeiros do primeiro trimestre de 2026. O Ebitda proforma, embora tenha crescido 21% na comparação anual, somou US$ 3,9 bilhões, um valor abaixo das expectativas do mercado. O Itaú BBA apontou que, enquanto a divisão de metais básicos mostrou força, o negócio de minério de ferro foi afetado pelo aumento de custos, impulsionado pelo câmbio mais forte e pelo petróleo mais caro.

Bancos mantêm recomendação de compra, mas alertam para riscos

Apesar do cenário desafiador, analistas de grandes instituições financeiras mantêm uma visão positiva para a Vale. O Itaú BBA reiterou recomendação de compra para VALE3, com preço-alvo de R$ 101, projetando um potencial de valorização de cerca de 24%. O BTG Pactual também seguiu a mesma linha, com preço-alvo de R$ 85,50, argumentando que os resultados do primeiro trimestre foram impactados por fatores sazonais e que a tese de investimento permanece intacta, com projeção de dividend yield de aproximadamente 8% para 2026. Contudo, o BBA alerta para os riscos de revisões negativas de resultados caso as metas de custos não sejam cumpridas.

Fonte: www.seudinheiro.com

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