Conselho com sete membros e mandato de um ano
O Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) implementou alterações significativas em seu conselho de administração, conforme decidido em assembleia extraordinária realizada no dia 27 de março. A varejista, que se encontra em recuperação extrajudicial, elegeu os novos membros do conselho, que agora conta com sete integrantes, abaixo do limite máximo de nove vagas permitido pelo estatuto. Adicionalmente, o mandato dos conselheiros foi reduzido de dois anos para um ano, com possibilidade de reeleição.
Reação do mercado e desempenho das ações
As ações do GPA apresentaram queda expressiva no pregão seguinte às mudanças. Os papéis iniciaram o dia em baixa, chegando a perder mais de 3% de seu valor. Por volta das 13h30, a desvalorização registrada era de 2,93%. No acumulado do ano, a queda das ações do GPA atinge 39,95%, refletindo a apreensão do mercado diante das alterações na governança corporativa da empresa.
Novos conselheiros e foco em governança
A nova composição do conselho de administração do GPA conta com sete membros, que permanecerão em seus cargos até a próxima Assembleia Geral Ordinária (AGO), responsável por deliberar sobre as demonstrações financeiras do final de 2026. A assembleia definiu que o conselho terá maioria de membros independentes, em consonância com as práticas de governança do Novo Mercado da B3. Entre os nomes eleitos estão André Luiz Coelho Diniz, presidente do conselho e empresário do setor de supermercados, além de Leandro Assis Campos, Gustavo Jerônimo Viana Lobato Gonçalves, Carlos Augusto Reis de Athayde Fernandes e Eleazar de Carvalho Filho, que foram reeleitos. Os conselheiros franceses Christophe José Hidalgo e Helene Esther Bitton, com passagens pelo Grupo Casino, também mantiveram suas posições.
Manutenção da OPA e estrutura acionária
Em outra decisão relevante, os acionistas rejeitaram a exclusão do Capítulo X do Estatuto Social, que prevê a realização de uma Oferta Pública de Aquisição de Ações (OPA) caso um acionista adquira 25% ou mais do capital da companhia. Essa cláusula, crucial para a proteção dos acionistas minoritários, foi mantida. A estrutura acionária atual do GPA é composta pelo grupo Coelho Diniz com 24,6% das ações, Bonsucex Holding e Silvio Tini de Araújo com 23%, o Grupo Casino com 22,5%, e os 29,8% restantes em circulação no mercado.
Fonte: www.seudinheiro.com
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