Crise no Oriente Médio derruba ações de IA: Especialistas veem ‘oportunidade de ouro’ para investir

A bolha da IA e o medo do investidor

A inteligência artificial (IA) foi o grande destaque do mercado financeiro nos últimos meses, impulsionando ações e gerando otimismo. No entanto, o recente conflito entre os Estados Unidos e o Irã mudou o foco dos investidores, intensificando a aversão ao risco e derrubando os preços de diversas empresas do setor. Até então, o principal receio era a formação de uma bolha especulativa em torno da IA.

Flavio Vegas, especialista em produtos da Global X, acredita que essa tensão global abriu uma janela de oportunidade. “Existem empresas ligadas à IA caindo até 15% em reação à aversão a risco intensificada pelo conflito, mas isso não vai durar para sempre”, afirma. Segundo ele, em momentos de queda generalizada, o investidor tende a se desfazer de suas posições, mas o ideal seria o oposto.

“Agora que está todo mundo com medo, é a hora de comprar para justamente entrar e colher esses frutos no futuro. Mas, geralmente, o investidor gosta de comprar no hype, quando a empresa está no topo histórico”, disse Vegas durante um painel da Imersão Money Times.

Correções normais ou sinal de alerta?

Enzo Pacheco, analista de investimentos na Empiricus, concorda com a visão de Vegas e acrescenta que correções de até 10% no S&P 500 são normais. “Pode até haver espaço para uma queda um pouco maior, mas não é algo para tirar o sono do investidor. Nos níveis atuais de preço, faz mais sentido pensar em alocação do que em desmontar posição”, destacou.

O temor de uma bolha em IA, segundo Pacheco, pode estar sendo exagerado. Ele ressalta que os investimentos massivos das grandes empresas de tecnologia são essenciais para manter a competitividade. “As maiores empresas não podem se dar ao luxo de reduzir os investimentos neste momento. Se, por exemplo, a Microsoft resolvesse cortar pela metade o capex, enquanto a Alphabet continuasse investindo, abriria espaço para perder competitividade”, explicou.

Para o analista, é fundamental ir além dos preços de mercado e analisar os fundamentos das companhias. “Quando a gente fala especificamente das Big Techs, são empresas que continuam gerando muito caixa, dando muito lucro, gerando resultado para os seus acionistas”, ponderou.

O universo da IA vai além das gigantes

Vegas enfatiza que a tese de investimento em IA é muito mais abrangente do que apenas as chamadas “7 Magníficas” (as sete maiores empresas de tecnologia do mundo). A IA se espalha por toda a cadeia produtiva, incluindo setores menos óbvios para o investidor, e muitas oportunidades ainda não foram precificadas pelo mercado.

Áreas como infraestrutura, energia, mineração e até mercado imobiliário podem se beneficiar do crescimento da IA, impulsionadas pela crescente demanda por processamento de dados. O avanço dos data centers, por exemplo, exige grandes volumes de energia e investimentos em transmissão, geração e materiais como o cobre. Além disso, a demanda por computação em nuvem e cibersegurança também aumenta, assim como potenciais aplicações em saúde e defesa.

Como investir em IA de forma estratégica?

Diante da dificuldade em prever quais empresas liderarão o avanço da IA, investir em ETFs (Exchange Traded Funds) surge como uma alternativa para ter exposição ao tema sem a necessidade de escolher ações individuais. “A exposição via ETF surge justamente como uma forma de democratizar o acesso do investidor”, explicou Vegas.

A Global X oferece o ETF Global X Inteligência Artificial & Technology (AIQ), que busca investir em empresas com potencial de se beneficiar do avanço da inteligência artificial, seja pela aplicação da tecnologia em seus produtos e serviços, seja pelo fornecimento de hardware e infraestrutura que viabilizam o uso de IA e a análise de grandes volumes de dados.

Fonte: www.seudinheiro.com

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