Do ‘Clean Girl’ ao Excesso de Textura: Rio Fashion Week Sinaliza Mudança na Moda Brasileira

Do ‘Clean Girl’ ao Excesso de Textura: Rio Fashion Week Sinaliza Mudança na Moda Brasileira

Desfiles revelam um retorno à naturalidade nos cabelos e um renascimento do bordado, refletindo uma nova valorização da autenticidade e do trabalho manual.

O Rio Fashion Week de 2024 marcou uma transição significativa na estética da moda brasileira, afastando-se da minimalista e polida era do “clean girl” para abraçar uma explosão de textura e movimento. Marcas renomadas como Aluf e Salinas apresentaram looks que celebram um visual mais orgânico, com acabamentos que remetem ao pós-praia e uma estética de beleza natural. Essa tendência foi ainda mais explorada por grifes como Normando, que a adaptou a um contexto urbano e autoral, demonstrando a versatilidade da nova abordagem.

A Revolução da Textura Capilar

Segundo o hairstylist Ricardo dos Anjos, parceiro talent da TRUSS, essa mudança não é efêmera, mas sim um reflexo de uma transformação comportamental mais profunda. “Existe uma valorização muito maior da textura real e do movimento. A gente sai de um lugar de controle extremo, onde tudo precisava estar alinhado, para uma beleza que trabalha a favor da natureza do fio”, explica. O cabelo, agora, ganha volume, textura e um movimento natural, rompendo com a rigidez de tendências anteriores.

O Retorno Triunfal do Bordado e do Trabalho Manual

Paralelamente à revolução capilar, o bordado ressurgiu com força total nas passarelas do Rio Fashion Week. Detalhes intrincados e o toque artesanal dominaram as peças, evidenciando um apreço renovado pelo trabalho manual. A Salinas apresentou criações inspiradas na rica fauna brasileira, com pássaros meticulosamente formados por cristais, crochê e aplicações. A Aluf, por sua vez, redefiniu padrões clássicos através de técnicas manuais, incorporando pérolas e texturas à alfaiataria.

Do Brasil para o Mundo: A Influência Global

A intensidade do trabalho manual foi levada a outro patamar pela Hisha, cujas coleções inteiras foram adornadas com canutilhos, paetês e metais. Esse impressionante resultado foi fruto de um processo colaborativo que envolveu cerca de 200 bordadeiras mineiras. Esse movimento de valorização do artesanato e da textura acompanha tendências globais observadas nas recentes temporadas de moda em Milão e Paris, onde marcas de prestígio como Chanel e Dolce & Gabbana também têm liderado o retorno do trabalho manual às passarelas.

Com informações da Agência Brasil e Vogue Brasil.

Fonte: www.seudinheiro.com

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