Férias garantidas todo ano? Descubra o timeshare, modelo de hospedagem que movimenta R$ 1,6 bilhão e promete crescer 20% em 2026

O que é o Timeshare?

O timeshare, também conhecido como tempo compartilhado, é um modelo de hospedagem onde o cliente adquire o direito de usar um imóvel, como um hotel ou resort, por um período específico a cada ano. Essa modalidade oferece benefícios planejados para os hóspedes, garantindo estadias recorrentes e, muitas vezes, com vantagens exclusivas.

Mercado em Expansão e Valorização

No Brasil, o mercado de timeshare tem ganhado destaque, respondendo por 17,7% da demanda hoteleira. Em 2025, o setor movimentou R$ 1,6 bilhão em valor geral de vendas (VGV). Um estudo da Noctua Advisory, em parceria com a RCI, analisou 43 empreendimentos no país e revelou que o tempo compartilhado representa 11,5% da ocupação total entre os hotéis participantes. Pedro Cypriano, sócio-fundador da Noctua Advisory, aponta um grande potencial de crescimento, comparando com mercados mais maduros onde a ocupação chega a 53,4%.

Diferenciais e Experiências para o Cliente

O modelo de timeshare se destaca não apenas pelo custo-benefício, mas pela oferta de experiências diferenciadas. Clientes de timeshare tendem a permanecer 0,7 dia a mais em comparação com hóspedes tradicionais, aumentando o consumo nos estabelecimentos. Segundo a pesquisa, o gasto médio desse público é 33% superior. Alessandro Cunha, CEO da Aviva, ressalta que, em empreendimentos como a Costa do Sauipe, a diária para timeshare é mais elevada, justificada por serviços como check-in diferenciado, espaços exclusivos, prioridade em eventos e até acesso a camarotes em festas como o Carnaval.

Desafios e Oportunidades de Crescimento

A expectativa é de um crescimento de 20% no VGV bruto do mercado de timeshare em 2026, com alguns empreendimentos podendo alcançar altas superiores a 30%. Contudo, o setor enfrenta desafios como alta taxa de cancelamento de contratos (25,8% no último ano) e inadimplência (14,1%). Os custos de comercialização e pós-venda também são consideráveis, representando 14,3% e 2,7% do VGV bruto, respectivamente. Para Cypriano, a gestão eficiente da operação, da experiência do cliente e da estratégia comercial é crucial para sustentar o crescimento e a competitividade em um mercado ainda concentrado em poucos players, mas com vasto potencial no Brasil.

Fonte: www.seudinheiro.com

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