Isenção de impostos como freio nos preços
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, sinalizou nesta terça-feira (28) que a isenção de PIS/Cofins sobre a gasolina, aprovada pelo governo federal, pode ser suficiente para evitar novos aumentos nos preços dos combustíveis nas bombas no curto prazo. Segundo Chambriard, a desoneração tributária deve criar uma margem de manobra na cadeia de combustíveis, permitindo que produtores e importadores absorvam parte das flutuações sem repassar integralmente aos consumidores.
“Olhamos para o preço de paridade internacional e seguimos essa tendência. Acreditamos que a isenção de PIS/Cofins é suficiente como resposta ao nosso investidor, seja ele público ou privado”, declarou Chambriard a jornalistas durante um evento em Duque de Caxias (RJ). A executiva destacou que a Petrobras acompanha o preço de paridade internacional, mas que a medida fiscal pode atuar como um amortecedor.
Reajustes dependem de decisão do Congresso
Apesar do otimismo com a isenção fiscal, Magda Chambriard ressaltou que qualquer decisão sobre reajustes futuros nos preços da gasolina dependerá do posicionamento do Congresso Nacional. Um projeto de lei complementar sobre o tema foi enviado ao Legislativo, mas sua aprovação ainda é incerta. “Se o Congresso assim entender, sim existe essa possibilidade de reajuste. Senão, nós vamos ter que pensar de uma outra forma”, explicou a presidente da estatal, confiante no empenho dos parlamentares em beneficiar a sociedade.
Petrobras projeta petróleo mais barato e mantém estratégia de preços
Em relação ao mercado internacional, Chambriard indicou que a Petrobras trabalha com a expectativa de preços mais baixos para o petróleo nos próximos meses. A projeção da companhia é de que o barril fique em torno de US$ 70 até o fim do ano, mesmo diante das tensões geopolíticas no Oriente Médio. “A gente se prepara para o preço baixo. Nossos projetos têm que ser resilientes a preço baixo. Temos que ser capazes de lidar com isso”, afirmou.
A presidente também assegurou que não há necessidade de importações de combustíveis para atender à demanda em abril e maio, e que a companhia já iniciou o recebimento de pagamentos de subsídios, o que contribui para a estabilidade do quadro atual. Chambriard reafirmou que a Petrobras não está pressionada pela paridade internacional, seguindo a estratégia de preços adotada desde maio de 2023, que considera uma faixa de negociação entre o valor máximo que o cliente está disposto a pagar e o mínimo que a empresa aceita receber.
Fonte: www.seudinheiro.com
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