Gerdau (GGBR4): Itaú BBA tira recomendação de compra e alerta sobre cenário no Brasil, mas vê catalisador para ações fora dos balanços
Pressões no Mercado Brasileiro e Custos Elevados
O Itaú BBA decidiu remover o selo de compra das ações da Gerdau (GGBR4), citando a persistente pressão sobre a rentabilidade da empresa no Brasil. A concorrência acirrada de produtos importados, somada ao aumento de capacidade de dois concorrentes locais, tem impactado negativamente os resultados.
Os resultados do quarto trimestre de 2025 e as projeções para o primeiro trimestre de 2026 reforçaram essa visão, indicando um ambiente de fraqueza com margens comprimidas devido a volumes e mix de produtos mais fracos, além de custos mais elevados. Mesmo com possíveis reajustes pontuais de preços, o banco avalia que o cenário de curto prazo é de desgaste, e não de recuperação.
América do Norte como Suporte, Mas com Ressalvas
Em contrapartida, a América do Norte continua sendo o principal pilar de sustentação dos resultados da Gerdau. A combinação de sazonalidade favorável e preços mais altos do aço deve impulsionar os spreads na região no primeiro trimestre de 2026, com margens Ebitda projetadas acima de 23%. Esse desempenho positivo nos Estados Unidos compensou a revisão para baixo no Brasil, mantendo a projeção de Ebitda consolidado estável.
No entanto, o banco alerta para incertezas na revisão do acordo comercial USMCA, que podem pressionar os preços do aço nos EUA. Além disso, uma parada programada de 40 a 50 dias na unidade de Midlothian no segundo semestre de 2026, para a conclusão da primeira fase de expansão, também pode gerar impactos.
Catalisadores Potenciais Fora dos Números Atuais
Apesar das dificuldades no cenário brasileiro, o Itaú BBA identifica potenciais catalisadores para as ações GGBR4 que vão além dos resultados operacionais imediatos. Uma eventual listagem das operações da Gerdau nos Estados Unidos é vista como o principal caminho para destravar valor. O banco estima que as operações norte-americanas da companhia negociam com um múltiplo implícito de valor de firma sobre Ebitda (EV/Ebitda) entre 4,0 e 4,5 vezes, significativamente abaixo da média de empresas comparáveis nos EUA, como Nucor e Steel Dynamics. Essa listagem poderia atrair uma base de investidores mais ampla e reduzir esse desconto.
Outra fonte de geração de valor apontada é a venda de ativos florestais não essenciais. A Gerdau possui cerca de 220 mil hectares de terras, e a estimativa do banco é que a venda de 50 mil hectares produtivos poderia gerar entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão, um montante que ainda não está precificado nas contas dos analistas.
Projeto Miguel Burnier e a Busca por Eficiência
Para sustentar a margem Ebitda da divisão brasileira, o Itaú BBA estima que a economia de cerca de R$ 400 milhões com o avanço do projeto Miguel Burnier, a partir do segundo semestre de 2026, será crucial. Este projeto visa otimizar a produção e reduzir custos, contribuindo para manter a margem Ebitda da divisão brasileira próxima de 10% no ano.
Fonte: www.seudinheiro.com
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