Gigantes chinesas no Brasil: 99, AliExpress e Midea revelam segredos da inovação adaptada ao mercado nacional

Adaptação é a chave: modelos chineses ganham roupagem brasileira

A tecnologia chinesa tem chegado ao Brasil com força total, transformando o consumo e a logística. Gigantes como AliExpress e Midea, com sede na China, e a 99, controlada pela Didi Chuxing, compartilharam em um painel do VTEX Day 2026 as estratégias por trás desse sucesso. A principal lição: importar inovação não significa apenas replicar o que funciona na Ásia. É preciso entender e adaptar as soluções à realidade local.

Simeng Wang, diretor da 99, ressalta a importância de equipes locais e do conhecimento regional. “O Brasil precisa de times locais, de leitura regional e de soluções adaptadas à realidade de cada cidade”, afirmou. Essa visão se reflete nas operações, onde a compreensão das particularidades do consumidor brasileiro é fundamental para o sucesso.

AliExpress: personalização e o poder dos algoritmos

Briza Rocha Bueno, diretora do AliExpress, destacou as diferenças entre vendedores brasileiros e chineses. Enquanto os brasileiros tendem a ser mais diretos ao cadastrar produtos, os chineses investem em personalização e inovação. “O que os sellers chineses podem trazer para o e-commerce brasileiro é o jeito de inovar, usar tecnologia e criar novas funcionalidades para o processo de compra”, explicou Bueno. A plataforma utiliza inteligência artificial e algoritmos em mais de 99% de sua curadoria, analisando padrões de consumo para otimizar a logística e prever a demanda em um país continental como o Brasil.

Midea: inovação chinesa com produção local

A Midea, por sua vez, aposta na combinação de tecnologia chinesa com fabricação brasileira. Mario Sousa, vice-presidente de sales e marketing da Midea, explica que a produção local é estratégica tanto financeiramente quanto operacionalmente. “Existem incentivos fiscais, redução de impostos de importação e, principalmente, mais agilidade para responder à demanda”, disse Sousa. A empresa tem investido em eletrodomésticos inteligentes, como ar-condicionado com aprendizado de padrões de sono e lavadoras com ajustes automáticos, integrados a aplicativos que conectam toda a casa.

Super Apps: o futuro do consumo no Brasil?

A influência chinesa também se manifesta na tendência dos super apps, plataformas que reúnem diversas funcionalidades em um só lugar. Embora o conceito ainda engatinhe no Brasil, pesquisas indicam um forte interesse dos consumidores em ter mobilidade, entrega de comida, mercado, farmácia e serviços financeiros em um único aplicativo. A 99, ao integrar motoristas, entregadores e consumidores, já caminha nessa direção, buscando atender a essa demanda por conveniência e integração.

Fonte: www.seudinheiro.com

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