Guerra no Oriente Médio: JP Morgan avalia impacto no preço das ações da Embraer (EMBJ3) e aponta compra apesar dos riscos

Embraer sob pressão: Ações caem com tensões no Oriente Médio

As tensões no Oriente Médio e a consequente alta do petróleo Brent, que já acumula valorização de cerca de 40% e ultrapassa os US$ 100 o barril, têm gerado preocupações no mercado financeiro. Para a Embraer (EMBJ3), a guerra na região adiciona um elemento de risco que pode impactar suas operações e o valor de suas ações.

JP Morgan detalha os possíveis impactos nos negócios da Embraer

O banco JP Morgan, em análise recente, destacou que a divisão de aviação comercial da Embraer é a mais sensível ao atual cenário. Segundo os cálculos do banco, uma redução de 5% nas entregas de aeronaves comerciais — o equivalente a cerca de cinco unidades — poderia impactar o Ebitda da companhia em aproximadamente 1% neste ano. Além disso, uma queda de 5% nos pedidos deste segmento poderia reduzir o valor de mercado da Embraer em cerca de 2%, que atualmente gira em torno de R$ 55 bilhões.

No segmento de aviação executiva, o impacto de uma redução de 5% nas entregas seria mais expressivo, podendo afetar o Ebitda em cerca de 5% caso ocorra. Em um cenário mais pessimista, o JP Morgan estima que uma retração de 20% nas entregas, tanto na aviação comercial quanto na executiva, poderia levar a uma revisão negativa de até 12% no Ebitda da empresa em 2026 e 2027.

Ações da Embraer: Descontadas e com recomendação de compra

Apesar dos riscos pontuais, o JP Morgan mantém uma visão positiva sobre as ações da Embraer, recomendando a compra tanto para os papéis negociados na B3 (EMBJ3) quanto para os listados na Bolsa de Nova York (NYSE). O banco argumenta que as ações da companhia estão sendo negociadas com um desconto significativo em relação a seus principais concorrentes. Atualmente, a Embraer apresenta um múltiplo EV/Ebitda de 8,9 vezes, enquanto a Airbus negocia a 11,2x, a Boeing a 36,1x e a Bombardier a 12,8x.

A análise do JP Morgan também aponta que, historicamente, os piores desempenhos diários das ações da Embraer na última década ocorreram durante a pandemia de Covid-19. Em três ocasiões de forte queda, o preço da ação conseguiu se recuperar nos 30 dias seguintes, com uma alta média de 4%, e em outras três situações, a recuperação se consolidou em até 90 dias, com valorização média de 6%.

Fonte: www.seudinheiro.com

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