Ibovespa perto dos 200 mil pontos: otimismo global impulsiona bolsa, mas Petrobras (PETR4) recua com queda do petróleo

Ibovespa flerta com os 200 mil pontos em dia de otimismo internacional

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, está cada vez mais perto de atingir a marca psicológica de 200 mil pontos. Na última segunda-feira (13), o índice bateu sua máxima histórica, chegando a 198.173,39 pontos. O otimismo global, especialmente em relação às negociações no Oriente Médio, continuou a impulsionar o mercado, com o Ibovespa alcançando 199.354,81 pontos na máxima da sessão de terça-feira (14). Ao final do pregão, o índice registrou uma alta de 0,33%, fechando aos 198.657,33 pontos. No acumulado do mês, a alta é de 5,97%, e no ano, os ganhos já ultrapassam 23%.

Cessar-fogo no Oriente Médio anima mercados globais

A perspectiva de um cessar-fogo mais duradouro entre Estados Unidos e Irã tem sido o principal catalisador do bom humor nos mercados. Diplomatas indicam que conversas mediadas continuam, e o presidente dos EUA, Donald Trump, mencionou que o Irã demonstrou interesse em um acordo. O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, também confirmou esforços para resolver as questões. Esse cenário positivo refletiu em Wall Street, com o Dow Jones subindo 0,66%, o Nasdaq avançando 1,96% e o S&P 500 registrando alta de 1,18%.

Petrobras (PETR4) sente o impacto da queda do petróleo

Enquanto o otimismo global impulsionava a bolsa, a Petrobras (PETR4) apresentou um desempenho negativo. A estatal sofreu com a queda acentuada no preço do petróleo, reflexo direto da expectativa de fim do conflito no Oriente Médio. O petróleo WTI caiu 7,04%, e o Brent, referência para a Petrobras, recuou 4,28%. Com isso, a Petrobras chegou a perder R$ 29 bilhões em valor de mercado no dia. As ações PETR3 caíram 4,44%, a R$ 52,52, liderando a ponta negativa do Ibovespa, enquanto PETR4 registrou perda de 3,82%, a R$ 47,88. A PETR4 foi o papel mais negociado da B3.

Dólar em queda e fluxo estrangeiro sustentam o real

O dólar operou em queda em relação às moedas globais, seguindo a tendência de valorização do real. O índice DXY, que compara o dólar a seis moedas fortes, caiu 0,25%. No mercado brasileiro, a entrada de capital estrangeiro também contribuiu para a desvalorização da moeda americana, que fechou o pregão a R$ 4,9938, com uma leve queda de 0,06%.

Destaques positivos da bolsa brasileira

No lado positivo do Ibovespa, destacaram-se as ações da Cogna (COGN3), que avançaram 4,79%, e as da Localiza (RENT4 e RENT3), com altas de 4,67% e 4,47%, respectivamente. Esses papéis mostraram resiliência e se beneficiaram do bom momento do mercado, contrastando com o desempenho negativo da gigante estatal de petróleo.

Fonte: www.seudinheiro.com

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