Intolerância à Lactose: Entenda os Tipos de Exames, Como se Preparar e Interpretar os Resultados

O que é a Intolerância à Lactose?

A intolerância à lactose é uma condição que afeta o sistema digestivo quando o corpo não produz a quantidade suficiente da enzima lactase. Essa enzima é essencial para quebrar a lactose, o açúcar presente no leite e derivados. A deficiência ou ausência da lactase leva à má digestão da lactose, causando sintomas como inchaço abdominal, excesso de gases, diarreia, dores de barriga e até dores de cabeça.

Preparo Essencial para os Exames

Para garantir a precisão dos resultados, o preparo para os exames de intolerância à lactose é fundamental. Geralmente, é necessário um jejum de aproximadamente 8 horas, sendo recomendado um período maior para adultos e crianças (cerca de 8 horas) e um pouco menor para bebês (4 horas). Além disso, é importante evitar o uso de antibióticos nas quatro semanas anteriores ao teste e, 24 horas antes, abster-se do consumo de lactose, fibras alimentares e alimentos ricos em FODMAPs. No entanto, o protocolo exato pode variar dependendo do tipo de exame e das orientações do médico e do laboratório.

Principais Exames para Diagnóstico

Existem diferentes métodos para diagnosticar a intolerância à lactose, cada um com suas particularidades:

1. Teste Respiratório de Hidrogênio Expirado

Considerado o exame padrão-ouro, este teste mede a quantidade de hidrogênio exalado após a ingestão de lactose. A pessoa sopra em um aparelho antes e após consumir uma solução com lactose. A cada 30 minutos, por 3 a 4 horas, novas sopras são realizadas. Se o intestino não digerir a lactose, ela fermenta no cólon, produzindo gases como hidrogênio, que são detectados no sopro. Um aumento de 20 ppm (partes por milhão) ou mais em relação à medição inicial, ou 10 ppm de metano, pode indicar intolerância, especialmente se acompanhado de sintomas.

2. Teste Oral de Tolerância à Lactose

Este exame avalia a capacidade do corpo em absorver a lactose medindo os níveis de glicose no sangue. Após uma amostra inicial de sangue, o paciente ingere uma dose de lactose. Novas coletas de sangue são feitas em intervalos regulares para monitorar a variação da glicose. Se o nível de glicose subir menos de 20 mg/dL, a lactose não foi absorvida corretamente, sugerindo má absorção. Este teste pode apresentar imprecisões em casos de supercrescimento bacteriano no intestino delgado (SIBO) ou esvaziamento gástrico lento, e não é indicado para diabéticos.

3. Teste de Acidez das Fezes

Ideal para bebês e crianças pequenas, este teste identifica a presença de lactose não digerida nas fezes, que as torna mais ácidas. Após a ingestão de lactose ou sua dieta habitual, uma amostra de fezes é coletada e analisada. Fezes com pH igual ou inferior a 5 indicam intolerância à lactose.

4. Biópsia do Intestino Delgado

Um exame mais invasivo, raramente utilizado para diagnóstico primário de intolerância à lactose, mas útil para descartar outras condições. Durante uma colonoscopia, um pequeno fragmento do intestino delgado é retirado e analisado em laboratório para medir a atividade da enzima lactase. A ausência de reação em testes específicos confirma a intolerância.

5. Teste Genético de Tolerância à Lactose

Este teste molecular identifica variações genéticas que determinam a produção contínua da enzima lactase na vida adulta. Uma amostra de sangue ou saliva é coletada para análise. Em populações indo-europeias, o genótipo TT indica persistência da lactase (tolerância), C/T indica deficiência parcial e CC indica deficiência completa. É eficaz para detectar a hipolactasia primária (hereditária), mas não a intolerância secundária, causada por danos intestinais.

Fonte: www.tuasaude.com

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