IPCA em Alta e Tensão Global: O Que Esperar da Bolsa Nesta Semana com Dados de Inflação e Encontro Trump-Xi

Brasil Sob os Holofotes com IPCA e Consumo

A semana que se inicia promete agitar a bolsa brasileira com a divulgação de indicadores cruciais. Na terça-feira (12), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresentará o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril. As projeções indicam uma alta de 0,69% no mês, elevando o acumulado em 12 meses para 4,4%, aproximando-se do teto da meta de inflação. O mercado analisará a origem dessa pressão, buscando distinguir entre fatores externos, como a conjuntura no Oriente Médio, e a inércia inflacionária interna.

Na quarta-feira (13), o foco se volta para o consumo com a divulgação das vendas no varejo. Projeções apontam para um crescimento modesto de 0,1% no varejo restrito e 0,2% no ampliado. A questão central será avaliar se o consumidor brasileiro ainda possui fôlego para gastar diante do cenário de crédito caro.

Encerrando a semana, na sexta-feira (15), a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) trará um panorama do setor que é o motor do Produto Interno Bruto (PIB). A expectativa de alta de 0,2% confirmará se o setor de serviços mantém o ritmo esperado.

EUA: Inflação em Destaque e o Efeito Trump-Xi

Nos Estados Unidos, a força do mercado de trabalho, evidenciada pelo payroll com 115 mil novas vagas e taxa de desemprego em 4,3%, praticamente descartou cortes na taxa de juros pelo Federal Reserve (Fed) até 2027. Agora, a atenção se volta para os preços. Na terça (12) e quarta-feira (13), a divulgação dos índices de preços ao consumidor (CPI) e ao produtor (PPI) fornecerá pistas sobre a métrica de inflação favorita do Fed, o índice de gastos com consumo pessoal (PCE).

O evento de maior destaque na agenda americana ocorrerá na quinta-feira (14), com o encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping em Pequim. Qualquer declaração inesperada pode reacender a guerra comercial, gerando volatilidade nos mercados globais. Na sexta-feira (15), as vendas no varejo de abril tentarão indicar se o consumidor americano está sentindo o impacto dos juros na faixa de 3,50% a 3,75%.

América Latina: Atenção ao México e Chile

Na América Latina, a agenda econômica é mais leve, mas com pontos estratégicos. No México, os dados de emprego formal e o cenário político envolvendo o governador de Sinaloa estarão no radar. No Chile, o Banco Central divulgará a pesquisa de expectativas na terça-feira. O preço da gasolina, que subiu 40% desde o início do conflito no Oriente Médio, é um ponto de atenção, embora as expectativas de inflação em dois anos permaneçam ancoradas em 3,0%.

Fonte: www.seudinheiro.com

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