Marisa (AMAR3) Recebe Ultimato da B3 por Ações Abaixo de R$ 1 e Avalia Grupamento; Renúncia no Conselho Agita Governança

B3 Cobra Ações da Marisa para Sair da Zona de Risco

A Marisa (AMAR3) está oficialmente sob observação da B3, a bolsa de valores brasileira. Após meses com suas ações negociadas abaixo de R$ 1, a varejista recebeu um ultimato formal para reverter a situação. O status de “penny stock” (ações de centavos) é visto pela bolsa como um fator de instabilidade, associado a alta volatilidade, baixa liquidez e ambiente propício a especulações, o que prejudica a dinâmica do mercado e a precificação dos ativos.

Prazo e Possíveis Soluções para a Marisa

A B3 estabelece que nenhum papel pode permanecer abaixo de R$ 1 por mais de 30 pregões consecutivos. No caso da Marisa, esse limite já foi ultrapassado, com as ações AMAR3 em baixa desde janeiro de 2026 e atualmente cotadas a R$ 0,88. A varejista tem até 11 de setembro de 2026 para apresentar um plano de ação. Em resposta, a empresa afirmou que monitora a situação e avalia alternativas, incluindo a possibilidade de realizar um grupamento de ações – operação que eleva o preço unitário dos papéis ao reduzir sua quantidade em circulação, embora não altere os fundamentos da empresa.

Mudanças na Governança Corporativa

Em paralelo à pressão na bolsa, a Marisa também anunciou mudanças significativas em sua estrutura de governança. Andrea Maria Meirelles de Menezes renunciou à presidência do conselho de administração. Em comunicado, a empresa agradeceu sua contribuição, destacando seu papel no fortalecimento da governança e na condução estratégica. Para substituí-la, Ivan Murias, com vasta experiência no varejo, foi indicado para assumir a presidência do conselho.

Novos Membros no Conselho e Aprovação dos Acionistas

Além da renúncia na presidência, Maria Laura Peixoto Santos Tarnow deixou seu posto como membro independente do conselho. Adriana Caetano foi indicada para preencher essa vaga, e já integra o Comitê Estatutário de Auditoria e Riscos da Marisa desde maio de 2024. As nomeações de Ivan Murias e Adriana Caetano ainda dependem da aprovação dos acionistas em assembleia geral ordinária (AGO), marcada para 30 de abril.

Fonte: www.seudinheiro.com

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