Naegleria fowleri: o que é a ameba ‘comedora de cérebro’, seus sintomas e como é o tratamento para a infecção rara

Naegleria fowleri: o que é a ameba ‘comedora de cérebro’, seus sintomas e como é o tratamento para a infecção rara

A infecção pela Naegleria fowleri é grave e pode levar à morte em poucos dias. Entenda os riscos, os sinais de alerta e as medidas de prevenção.

A Naegleria fowleri é um microrganismo microscópico, conhecido popularmente como a ameba “comedora de cérebro”. Essa ameba tem a capacidade de entrar no corpo humano pelo nariz, viajar até o cérebro e causar uma infecção neurológica devastadora, conhecida como meningoencefalite amebiana primária. Embora rara, essa condição é extremamente grave e exige atenção médica imediata.

O que é a Naegleria fowleri e onde ela é encontrada?

A Naegleria fowleri é um tipo de ameba de vida livre que prospera em ambientes de água doce quente e não tratada. Lagos, rios, represas, fontes termais e até mesmo piscinas com manutenção inadequada são locais potenciais para a sua proliferação. A infecção ocorre quando a água contaminada entra pelas narinas, permitindo que a ameba alcance o cérebro através do nervo olfativo.

Sintomas da infecção pela ameba “comedora de cérebro”

Os sintomas da infecção por Naegleria fowleri geralmente se manifestam entre 1 e 12 dias após a exposição e evoluem rapidamente. Os sinais mais comuns incluem:

  • Dor de cabeça intensa
  • Febre alta
  • Náuseas e vômitos
  • Sonolência e letargia
  • Rigidez no pescoço
  • Convulsões

Em alguns casos, podem surgir alterações no olfato ou paladar, perda de equilíbrio com dificuldade para andar, alucinações ou mudanças de comportamento. Em estágios avançados, a infecção pode levar ao coma e, infelizmente, à morte em questão de dias.

Diagnóstico e Tratamento: uma corrida contra o tempo

O diagnóstico precoce é crucial para o prognóstico. Infectologistas e neurologistas podem suspeitar da infecção com base nos sintomas e no histórico de contato com água potencialmente contaminada. Exames como a análise do líquido cefalorraquidiano (obtido por punção lombar), exames microscópicos, testes moleculares (PCR) e exames de imagem do cérebro podem ser solicitados para confirmar a presença da ameba.

O tratamento para a infecção por Naegleria fowleri requer hospitalização imediata. Geralmente, envolve uma combinação de medicamentos, sendo a anfotericina B um dos principais fármacos utilizados, com o objetivo de destruir a ameba. A miltefosina e outros antibióticos e antifúngicos podem ser associados, dependendo da avaliação médica e da resposta do paciente. Além da medicação, medidas para controlar o inchaço cerebral e a pressão intracraniana são essenciais, e o acompanhamento em unidade de terapia intensiva (UTI) é frequentemente necessário para manter as funções vitais e monitorar a evolução neurológica.

A infecção por Naegleria fowleri tem cura?

Apesar da gravidade e da alta taxa de mortalidade associada à infecção por Naegleria fowleri, a cura é possível. No entanto, não existe um tratamento padrão com eficácia garantida para todos os casos. Os poucos relatos de sobrevivência na literatura médica estão frequentemente ligados ao diagnóstico precoce, ao início rápido e agressivo do tratamento com múltiplos medicamentos e ao suporte intensivo em UTI. A prevenção, portanto, torna-se a melhor estratégia.

Como evitar a infecção pela ameba “comedora de cérebro”

Embora rara, a infecção por Naegleria fowleri pode ser prevenida com medidas simples:

  • Evite mergulhar ou nadar em águas doces quentes e não tratadas, especialmente em locais onde a qualidade da água não é garantida.
  • Ao praticar atividades aquáticas em água doce, use pinças nasais para impedir a entrada de água pelo nariz.
  • Ao lavar as narinas com água em casa, utilize sempre água destilada, esterilizada ou fervida e resfriada. Nunca use água da torneira.
  • Seque completamente as narinas após nadar ou em locais com água morna.

É importante ressaltar que a infecção por Naegleria fowleri não é contagiosa e não se transmite de pessoa para pessoa. A adoção de cuidados básicos pode reduzir significativamente o risco de contrair essa infecção grave.

Fonte: www.tuasaude.com

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