Ouro Verde e Ações Brasileiras: Goldman Sachs Aponta Brasil como Joia Rara entre Emergentes para Lucro Estrangeiro

Brasil na Mira do Dinheiro Gringo

Mesmo com a fuga de capitais de mercados emergentes devido ao conflito no Irã, o Brasil se destaca como um destino promissor para o dinheiro estrangeiro, segundo o Goldman Sachs. Enquanto outras nações asiáticas viram saídas significativas, o Brasil registrou uma entrada líquida de cerca de US$ 900 milhões. O ETF EWZ, que replica a bolsa brasileira, sentiu a pressão de realização de lucros, mas o cenário para o país permanece atrativo.

O “Kit Brasil” Atrativo

O Goldman Sachs destaca que o Brasil se beneficia da alta do petróleo, com projeções de exportação de 2 milhões de barris por dia em 2026. Além disso, o país negocia a múltiplos descontados e a expectativa de cortes na taxa Selic ao longo do ano impulsiona o otimismo. O banco projeta uma redução de 2 pontos percentuais na Selic, o que, segundo eles, tende a destravar múltiplos e impulsionar ativos locais.

Ações em Destaque: Cíclicas e Defensivas

Para capitalizar nesse cenário, o Goldman Sachs selecionou ações com fortes drivers microeconômicos e menor risco. Entre as cíclicas, que se beneficiam mais da queda de juros e da retomada econômica, o banco recomenda:

  • BTG Pactual (BPAC11): Potencial de crescimento em investment banking, crédito e gestão de recursos.
  • B3 (B3SA3): Espera-se um aumento nos volumes de negociação com a migração para a renda variável e entrada de estrangeiros.
  • Nubank (NU): Continua sendo uma aposta estrutural com crescimento acelerado de crédito na América Latina.
  • Lojas Renner (LREN3) e C&A (CEAB3): Beneficiadas pela melhora do consumo.
  • Smart Fit (SMFT3): Combina expansão com resiliência.
  • Cyrela (CYRE3): Setor imobiliário com potencial de recuperação.
  • GPS (GGPS3): Serviços com demanda resiliente.
  • Vibra (VBBR3): Ligada ao setor de energia, com forte impacto da alta do petróleo.

No grupo das defensivas, com demanda mais resiliente e sensibilidade positiva à queda de juros, as recomendações incluem:

  • Copel (CPLE3), Equatorial (EQTL3) e Sabesp (SBSP3): Empresas de saneamento e energia com demanda estável. A Equatorial é vista como excelente alocadora de capital, e a Sabesp combina valuation atrativo com catalisadores.
  • Multiplan (MULT3): Shopping centers com recuperação gradual.
  • Rede D’Or (RDOR3): Setor de saúde com demanda resiliente.

Descontos e Recomendações de Compra

A carteira recomendada pelo Goldman Sachs negocia com um desconto de aproximadamente 15% em relação às médias históricas. As empresas apresentam alavancagem controlada, indicando saúde financeira. O banco reitera recomendação de compra para todos os nomes citados, com preços-alvo definidos para BTG (R$ 67), B3 (R$ 22), Vibra (R$ 38), Sabesp (R$ 151), Equatorial (R$ 45), Rede D’Or (R$ 47) e Cyrela (R$ 34), entre outras oportunidades.

Fonte: www.seudinheiro.com

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